Lucros do BES sobem 15,2% e superam estimativas dos analistas (act)
O Banco Espírito Santo anunciou hoje que os resultados líquidos do primeiro trimestre ascenderam a 67,2 milhões de euros, valor que representa um crescimento comparável de 15,2% face ao período homólogo de 2003 e que saiu acima das previsões mais optimistas dos analistas.
O Banco Espírito Santo anunciou hoje que os resultados líquidos do primeiro trimestre ascenderam a 67,2 milhões de euros, valor que representa um crescimento comparável de 15,2% face ao período homólogo de 2003 e que saiu acima das previsões mais optimistas dos analistas.
Analistas consultados pela Reuters aguardavam que o banco liderado por Ricardo Salgado apurasse lucros entre 54 e 65 milhões de euros, face aos 58,3 milhões de euros registados nos primeiros três meses do ano passado.
O valor do ano passado exclui o contributo do Credibom, um activo que foi alienado ao Credit Agricole.
Aos lucros do primeiro trimestre deste ano corresponde uma rendibilidade dos capitais próprios (ROE) de 14%, acima dos 13,4% registados em Março de 2003.
Num comunicado o BES [Cot] diz que a sustentar a sua actividade nos primeiros três meses do ano esteve o «crescimento considerável nas comissões, impulsionados pelo aumento do ‘cross-selling’ e a da qualidade dos serviços, bem como pela boa performance da banca de investimento».
A margem financeira, também em termos pró-forma, desceu 0,4% para 178,4 milhões de euros, com as comissões a crescerem 29,2%, um facto que o banco explica devido ao facto de as taxas de juro estarem a níveis historicamente baixos.
Acções do BES em três meses
Cost to income baixa para 53% em 2006
O BES diz que os custos estão «sob controlo», aumentando 3,1% 180,6 milhões de euros, «em linha com a evolução prevista». O rácio «cost to income», incluindo mercados, desceu de 53% para 51,4%, enquanto excluindo mercados desceu 4,1 pontos percentuais para 58,4%.
«Os outros custos administrativos, cujo agravamento ronda os 7,1%, estão influenciados pelos investimentos promocionais relacionados com a realização do EURO 2004 e pela campanha em torno do BES 360º. Estes gastos não recorrentes terão, por certo, um efeito multiplicador na penetração do Grupo BES nos segmentos de maior valor, bem assim como na animação comercial induzida pela dinâmica gerada em torno do campeonato europeu», diz o comunicado do banco.
O Conselho de Administração do BES considera, «não obstante as dificuldades actuais, ser de manter o objectivo do Cost to Income (sem mercados) de 53% a alcançar em 2006».
Nos primeiros três meses deste ano o banco fez provisões de 64,4 milhões de euros, mais 7,1% que no período homólogo, devido «à persistência de riscos face ao actual ciclo económico».
Os empréstimos a clientes totalizavam 26,34 mil milhões de euros, mais 3,4% que no período homólogo, enquanto os recursos ascendiam a 38 mil milhões de euros.
O BES diz que os seus rácios de solvência permanecem «bem acima dos níveis recomendados pelas autoridades de supervisão» e a cobertura do crédito mal parado são elevados.
O TIER I estava nos 6,83% (6,15% em 2003) e o rácio de solvabilidade de acordo com o Banco de Portugal ascendia a 11,23%, contra os 10,91% do período homólogo.
O número de utilizadores do Internet Banking – BESnet – atingiu o valor recorde de 680 mil em Março, 10% acima do valor homólogo.
Já o Banco BEST, projecto conjunto do BES e da PT, «continuou a capitalizar numa proposta de valor diferenciada destinada a segmentos de clientes afluentes», tendo ultrapassado a barreira dos 24 mil clientes. Os activos sob gestão aumentaram 65% face ao período homólogo de 2003 e totalizam actualmente 146 milhões de euros.
As acções do BES seguiam inalteradas nos 13,95 euros
O Clubeinvest.com informa que nenhuma da informação
aqui facultada deverá ser entendida como conselho ou recomendação
de qualquer tipo de transacção ou investimento.