Krugman diz que Polónia é a principal ameaça para Portugal (act)
O economista norte-americano, Paul Krugman, considera que os novos países da União Europeia podem ser uma ameaça à economia portuguesa, em particular a Polónia, um dos mais desenvolvidos dos 10 recém-chegados, com baixos custos de mão-de-obra e uma localização geográfica mais favorável.
O economista norte-americano, Paul Krugman, considera que os novos países da União Europeia podem ser uma ameaça à economia portuguesa, em particular a Polónia, um dos mais desenvolvidos dos 10 recém-chegados, com baixos custos de mão-de-obra e uma localização geográfica mais favorável.
O economista diz que a situação da Polónia é idêntica à de Portugal quando o nosso país aderiu à União Europeia, em 1986. «É um pais pobre e com grande potencial de crescimento», disse Paul Krugman, na conferência organizada pelo «Semanário Económico», subordinada ao tema «Portugal na Nova Europa».
O crescimento económico da Polónia assenta essencialmente nos baixos custos do trabalho, à semelhança de Portugal. Para o economista norte-americano, o principal problema da economia portuguesa é a baixa produtividade do trabalho.
O país tem tirado muitas vantagens dos baixos custos de trabalho e a Polónia vai concorrer com Portugal neste campo, tendo ainda a vantagem de ser um país mais bem localizado geograficamente, defendeu a mesma fonte.
Comparando Portugal com os restantes países da Europa, Paul Krugman diz que agora o nosso país é «normal», em termos políticos e económicos, quando na sua última visita a Portugal, em 1976, era diferente.
«Já não há espaço para milagres», por isso Krugman defende que Portugal tem que apostar num aumento da produtividade, na melhoria da educação e adoptar as novas tecnologias.
«O alargamento pode ser um problema para Portugal, uma vez que as exportações portuguesas estão baseadas na manufactura intensiva no factor trabalho, agora também têm indústria automóvel, mas o "core" continuam a ser intensivos em mão-de-obra barata e a Polónia também é uma economia com custos de mão-de-obra relativamente baixos, com uma localização geográfica melhor que a portuguesa, um pouco mais próxima do centro da Europa. Haverá, por estas razões, mais concorrência», referiu Paul Krugman à imprensa portuguesa, à margem da conferência anual do Semanário Económico.
«Até agora Portugal beneficiou de uma situação de ‘free-riding’, uma vez que era o país da União Europeia com os mais baixos custos com a mão-de-obra. Agora vai ter uma concorrência mais séria nesse sentido», acrescentou.
O Clubeinvest.com informa que nenhuma da informação
aqui facultada deverá ser entendida como conselho ou recomendação
de qualquer tipo de transacção ou investimento.