O petróleo corrigia em Nova Iorque e em Londres – depois de ter ontem caído quase 6% – e seguia agora a subir nas praças financeiras no dia em que a Organização dos Países exportadores de Petróleo (OPEP) se reúne para decidir um aumento na produção de petróleo.
O petróleo corrigia em Nova Iorque e em Londres – depois de ter ontem caído quase 6% – e seguia agora a subir nas praças financeiras no dia em que a Organização dos Países exportadores de Petróleo (OPEP) se reúne para decidir um aumento na produção de petróleo.
O contrato futuro de crude [Cot], para entrega em Julho, seguia a subir 1,60% para os 40,60 dólares (33,24 euros), na New York Mercantile Exchange (Nymex). No final da sessão de ontem chegou a cair 5,97%.
Já o «brent» [Cot], com entrega no mesmo mês, valorizava 1,52% para os 37,42 dólares (30,63 euros) na International Petroleum Exchange (IPE), em Londres. O «brent» chegou a descer 5,78% na sessão de ontem.
A OPEP poderá hoje acordar aumentar a produção em um milhão de barris por dia para deter o aumento dos preços do petróleo, uma vez que o mesmo poderá abrandar a recuperação económica mundial, disse, ontem, citado pela Bloomberg, o ministro do petróleo do Kuwait, Sheikh Ahmada Fahd al-Ahamad al-Sabah, acrescentando que a Arábia Saudita, o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos vão adicionar barris extra.
«Temos que aumentar a nossa produção para estabilizar o mercado», continuou, adiantando que «a nova produção deverá baixar o preço nas próximas duas semanas em seis dólares (4,91 euros) para oito dólares (6,55 euros) por barril». A Venezuela e a Indonésia estão a produzir 500 mil barris a menos por dia do que a quota combinada, explicou o mesmo ministro.
Ontem, o ministro da Energia do Qatar, Abdullah bin Hamad al-Attiyah disse, numa entrevista em Beirute, que os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) deveriam poder produzir «à vontade» nos próximos meses numa tentativa de se baixarem os preços do petróleo.
Para além disso, o primeiro-ministro canadiano, Paul Martin, disse, também ontem, que o grupo de países mais industrializados (G8) deveria pressionar a OPEP, que fornece um terço do petróleo mundial, para aumentar a produção.
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