Investigação conclui que Blair errou na avaliação do armamento do Iraque
O governo britânico, liderado por Tony Blair, não devia ter defendido que o Iraque tinha capacidade para armar-se em 45 minutos, concluiu um inquérito independente hoje apresentado no Reino Unido, que todavia iliba o primeiro-ministro daquele país.
O governo britânico, liderado por Tony Blair, não devia ter defendido que o Iraque tinha capacidade para armar-se em 45 minutos, concluiu um inquérito independente hoje apresentado no Reino Unido, que todavia iliba o primeiro-ministro daquele país.
Em conferência de imprensa realizada hoje em Londres, citado pela Bloomberg, Robin Butler, que liderou a investigação por opção de Tony Blair, defendeu que a defesa da teoria dos 45 minutos foi «um elemento incaracteristicamente pobre de avaliação».
O relator do documento de 196 páginas afirmou que os serviços secretos britânicos cometeram «falhas sérias» na avaliação do risco que o Iraque acarretava para o mundo. Os espiões britânicos, garantiu a mesma fonte, confiavam em informação «esporádica» de um grupo restrito de pessoas.
Já sobre Tony Blair, Robin Butler afirmou: «não temos nenhuma razão, encontrámos nenhuma evidência que questione a boa fé do primeiro-ministro».
O relatório hoje divulgado no Reino Unido – o quarto elaborado naquele país associado à intervenção no Iraque – é publicado uma semana depois do Senado dos EUA ter criticado a CIA por falhar na avaliação da real ameaça que aquele país do Médio Oriente suscitava.
Investigação conclui que Blair errou na avaliação do armamento do Iraque
notíCIas_pt
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15-07-2004 03:20
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