Antes demais está a haver alguma confusão, porque o que está em questão não é o défice orçamental, mas sim o défice corrente, consequente do continuo crescimento das importações acima das exportações. Apesar do crescimento do défice orçamental nos últimos anos poder ter influência no continuo crescimento do défice corrente, por estimular a procura, o essencial da questão é que a economia norte-americana continua a viver sustentada no crescimento da dívida dos seus consumidores, já de si com recordes diminutos de poupança e um ajustamento terá de ser feito algures no tempo, obrigando a uma diminuição do crescimento e também do défice corrente.
E será que está descontado no dólar? A história diz-nos que a desvalorização da moeda normalmente inicia-se antes da fase de ajustamento do défice e se prolonga por mais dois anos após esse ajustamento. Como ainda estamos a atingir défices recordes, o mais normal é que o dólar continue pressionado em baixa, por mais tempo.
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