Acções da Brisa negoceiam a dois cêntimos do máximo histórico
Os títulos da Brisa negociavam em subida máxima de 1,15% para os 6,14 euros, o valor mais alto desde 29 de Maio de 2002. Superando este nível, a cotação passa a níveis históricos. Os analistas dizem que os resultados operacionais saíram em linha, mas os lucros líquidos superaram as previsões.
Os títulos da Brisa negociavam em subida máxima de 1,15% para os 6,14 euros, o valor mais alto desde 29 de Maio de 2004. Superando este nível, a cotação passa a níveis históricos. Os analistas dizem que os resultados operacionais saíram em linha, mas os lucros líquidos superaram as previsões.
As acções da Brisa [Cot] negociavam em subida máxima de 1,15% para 6,14 euros, com 338 mil títulos movimentados. Caso os valores da concessionária ultrapassem os 6,16 euros, a empresa passa a negociar em máximos históricos.
A Brisa entrou para a bolsa 25 de Novembro de 1997.
Ontem, já após o fecho dos mercados, a empresa liderada por Vasco de Mello anunciou que encerrou o primeiro semestre com lucros de 101,4 milhões de euros, o que representa um crescimento de 61% face a idêntico período do ano transacto. Este valor, acima do estimado pelos analistas, ficou a dever-se principalmente aos ganhos extraordinários e resultados financeiros.
Segundo os analistas do Millennium bcp investimento, os resultados operacionais (do primeiro trimestre), «situaram-se globalmente em linha com as nossas estimativas».
Já o resultado líquido trimestral, de 55,8 milhões de euros, saiu «acima do esperado, reflectindo resultados extraordinários (relacionados com a correcção de uma provisão e resultados financeiros) mais fortes que as nossas expectativas».
O Millennium faz ainda referência à evolução dos custos, «que cresceram 9% no semestre, que compara com as nossas estimativas de um crescimento de 3,5% para o final do ano». A casa tem uma recomendação de «compra» para a Brisa e um preço–alvo de 6,90 euros.
BPI baixa recomendação mais vai rever estimativas
O BPI diz que os resultados a nível operacional foram «ligeiramente positivos», devido ao abrandamento no crescimento dos custos operacionais, um facto que aliado à melhoria dos resultados financeiros, ajudou à subida dos lucros líquidos.
O banco vai assim rever as estimativas para a empresa, mas por enquanto, mantém o preço-alvo de 6,45 euros e baixa a recomendação de «acumular» para «manter», devido ao potencial de valorização que ficou reduzido a 6%.
Tiago Veiga Anjos destaca a redução de 1% nas despesas com pessoal no segundo trimestre, para 22 milhões de euros, um valor 9% abaixo das suas estimativas, não obstante o incremento de 3% na força de trabalho ao longo do primeiro semestre.
A contribuição da Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR), participada em 17,9% pela Brisa, para a conta de demonstração de resultados, apesar de se manter negativa, «continua a melhorar». A rubrica dos resultados extraordinários que, no trimestre, registou um valor positivo de nove milhões de euros, ficou acima dos quatro milhões de euros projectados pelo BPI.
Os resultados situaram-se cerca de 7,5% acima das estimativas do Santader, que recorda a conferência ontem à tarde realizada pelos responsáveis da concessionária, onde a empresa mostrou-se «cautelosa relativamente ao crescimento do tráfego para a totalidade do ano, face aos recentes aumentos do preço dos combustíveis».
«A solidez dos números divulgados ontem deverá ter um impacto positivo no preço da acção hoje», vaticina o banco de investimento espanhol.
As acções da Brisa valorizavam 0,49% para os 6,10 euros.
Acções da Brisa negoceiam a dois cêntimos do máximo histórico
notíCIas_pt
24
26-08-2004 06:16
Disclaimer:
O Clubeinvest.com informa que nenhuma da informação
aqui facultada deverá ser entendida como conselho ou recomendação
de qualquer tipo de transacção ou investimento.