Petróleo desliza mais de 4% com Iraque e previsão de subida nas reservas
O crude atingiu uma desvalorização superior a 4% em Nova Iorque, com a explosão de ontem num oleoduto do Iraque a não afectar as exportações do país e com o apelo de al-Sadr para que os seus seguidores parem os ataques às forças da coligação. A previsão de que as reservas de gasolina subiram nos EUA também contribuiu para a sexta descida do crude nas últimas sete sessões.
O crude atingiu uma desvalorização superior a 4% em Nova Iorque, com a explosão de ontem num oleoduto do Iraque a não afectar as exportações do país e com o apelo de al-Sadr para que os seus seguidores parem os ataques às forças da coligação. A previsão de que as reservas de gasolina subiram nos EUA também contribuiu para a sexta descida do crude nas últimas sete sessões.
O crude [Cot], com entrega em Outubro caía 3,2% para os 41,80 dólares, enquanto a negociação do «brent» [Cot] se encontra encerrada devido ao feriado em Londres.
Desde o máximo fixado nos 49,40 dólares, o crude acumula já uma queda de 15% e está a negociar no nível mais baixo desde finais de Julho.
Os navios, a partir do terminal de Bassorá, estão a transportar o petróleo a um ritmo de entre 60 e 65 mil barris por hora, ou cerca de 1,5 milhões de barris por dia, disseram três agentes que não quiseram ser identificados à Bloomberg, acrescentando que a capacidade do terminal é de 1,6 milhões de barris por dia.
O crude chegou a valorizar esta manhã, uma vez que a explosão ao oleoduto aumentou a preocupação de interrupções de fornecimento de petróleo do quinto maior produtor do Médio Oriente.
A explosão ocorreu num oleoduto no sul do Iraque. Jabbar al-Leaby, director-geral da empresa estatal South Oil, declarou ontem que estão a ser investigados os contornos da explosão e não disse se a explosão afectou ou não o petróleo exportado dos terminais do Golfo Pérsico.
A somar ao cenário de mais estabilidade no Iraque, com al-Sadr a pedir aos seus seguidores para deixarem de atacar as forças da coligação, as previsões dos economistas apontam para uma subida nas reservas de gasolina nos Estados Unidos.
Segundo a Bloomberg as refinarias norte-americanas aumentaram a produção nas últimas duas semanas, elevando os níveis das reservas para valores acima do normal, numa altura em que a «driving season» - período em que a procura aumenta – está prestes a acabar.
O Departamento de Energia dos Estados Unidos vai divulgar as reservas de crude e gasolina na próxima quarta feira.
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