Trichet espera um crescimento económico mais agressivo em 2005
Para o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, os dados macroeconómicos revelados nos últimos meses mostram que as condições para a retoma económica continuam a existir e que 2005 vai mostrar um crescimento mais robusto.
Para o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, os dados macroeconómicos revelados nos últimos meses mostram que as condições para a retoma económica continuam a existir e que 2005 vai mostrar um crescimento mais robusto, afirmou o responsável perante da comissão dos assuntos económicos e monetários do Parlamento Europeu.
O responsável máximo para a política monetária dos 12 países que partilham a moeda, o euro, afirmou que "no lado externo, a procura global permanece robusta, apesar das flutuações temporárias, contribuindo para o crescimento na Zona Euro. O aumento dos lucros corporativos e as condições de financiamento favoráveis devem estimular o investimento das empresas".
Quanto ao aumento do consumo privado, Trichet afirmou: "o nível das taxas de juros encontra-se muito baixo, em comparação com os padrões históricos. O consumo privado deve também ser suportado pelo crescimento real do rendimento disponível e pela eventual melhoria do mercado de trabalho".
"Estimamos que o crescimento presente continue e se torne mais vasto, com maior firmeza em 2005", avançou Trichet. No entanto, não deixou de explicitar que a actividade económica está envolta em incerteza, embora considere que começam a surgir sinais de um maior equilíbrio. E realça ainda que os desequilíbrios noutras partes do mundo podem afectar a recuperação europeia.
O impacto da subida do petróleo não podia ser deixado de lado e, quanto a esta questão o responsável referiu: "a subida do preço do petróleo pode travar o crescimento, apesar do actual choque petrolífero não possa ser comparado com choques anteriores. A recente evolução do preço do petróleo em conjunto com o aumento dos impostos indirectos elevaram a inflação para níveis acima dos 2%. No entanto, existem poucas evidências de que a pressão sobre os preços se torne mais forte. A evolução dos salários permanece positiva".
Trichet espera um crescimento económico mais agressivo em 2005
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22-09-2004 06:30
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