Acções da Jazztel disparam mais de 20% com entrada de novo accionista
As acções da Jazztel, que estavam suspensas desde quarta-feira, registavam uma valorização acima de 20%, depois da empresa de telecomunicações espanhola ter anunciado que Fernandez Pujals, o fundador da TelePizza, vai investir 62 milhões de euros na companhia.
As acções da Jazztel, que estavam suspensas desde quarta-feira, registavam uma valorização acima de 20%, depois da empresa de telecomunicações espanhola ter anunciado que Fernandez Pujals, o fundador da TelePizza, vai investir 62 milhões de euros na companhia.
Os títulos valorizavam 21,43%, para os 0,34 euros, depois de já terem estado a subir 25%, a valorização máxima permitida para um título numa sessão na bolsa espanhola. Antes de hoje os títulos acumulam uma queda de 99% desde 2001.
O fundador da TelePizza, Fernandez Pujals, vai investir 62 milhões de euros na Jazztel e substituir Massimo Prelz como presidente executivo da empresa, informou a operadora de telecomunicações em comunicado.
A empresa espanhola tinha ontem revelado que Pujals acordou comprar 24,9 % da Jazztel, tornando-se assim no seu maior accionista. O futuro presidente executivo da operadora vai pagar 48,1 milhões de euros para comprar acções da Jazztel a 25,6 cêntimos por acção e 13,8 milhões de euros em obrigações convertíveis.
Segundo o comunicado, a operação de entrada do fundador da TelePizza será feita através da subscrição de um aumento de capital através da emissão de acções com exclusão do direito de subscrição preferencial.
Fernandez Pujals, conhecido por ter uma estratégia de sucesso da TelePizza, já revelou que a companhia vai investir cerca de 30 milhões de euros por ano em publicidade e «marketing».
A TelePizza teve um dos melhores desempenhos bolsistas de sempre com Pujals como presidente. As acções mais que triplicaram em valor em 1997 e mais que dobraram um ano depois.
A Jazztel, que perdeu a participação do fundo de investimento norte-americano Spectrum Equity em Fevereiro passado, quando este reduziu a sua participação no capital de 12,45%para 0,81%, carecia de um accionista estável.
A operadora de telecomunicações solicitou terça-feira à CNMV a suspensão provisória da negociação dos seus títulos. A Comisión Nacional do Mercado de Valores (CNMV) espanhola «decidiu suspender provisoriamente, com efeitos imediatos a negociação de acções e outros valores que dão direito à sua subscrição ou aquisição por circunstâncias que poderiam perturbar o desenvolvimento normal das operações sobre esses títulos», revelava o comunicado.
Antes da suspensão, as acções da operadora de telecomunicações valorizavam 12% para os 0,28 euros, com um volume de negócios de 24,7 milhões de acções, representativas de mais de 3% do seu capital.
A empresa espanhola vendeu o seu negócio em Portugal à SGC, de João Pereira Coutinho.
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