Autor: Vasco TValle
Data: 18-10-2004 08:39
Boa tarde,
O índice de referência nacional segue em terreno negativo, pressionado pelas quedas do BCP e da família PT, numa manhã de novos máximos para a Impresa e a Semapa.
Deste modo, às 13h02 a praça nacional descia 0,34% para os 7389,55 pontos, com os operadores a considerarem que a subida do crude é o principal factor que pressiona as bolsas na Europa. «Com o petróleo a tocar em novos máximos quase diariamente, dificilmente o sentimento nos mercados irá melhorar», disse um dealer.
Em Lisboa, entre os títulos de maior ponderação, a EDP destaca-se ao somar 0,43% para os 2,32€. Em contraciclo temos a PT a descer 0,77% para os 8,97€ e o BCP regride 1,13% para os 1,75€.
O lucro do Millennium bcp, de Janeiro a Setembro de 2004, terá subido para um ponto médio de 349,4 M€ versus 315 M€ no mesmo período de 2003, com a subida de comissões e ganhos de trading, bem como corte de custos e de provisões, segundo uma Poll de 12 analistas.
A Espírito Santo Research (ESR) considerou hoje que a fixação de um limite mínimo de 15% para a taxa de IRC pode penalizar em 9% o lucro por acção do Millennium bcp em 2005, não tendo impacto no BPI.
Segundo o 'Iberian Daily' da ESR, citado pela agência Reuters, a decisão de fixar um limite mínimo para o IRC terá um impacto «negativo para as empresas que têm uma muito baixa taxa efectiva de imposto, como o BCP, a qual deverá ser de «8% em 2005».
O Orçamento de Estado de 2005 prevê que, «após a utilização dos benefícios fiscais previstos na lei, o IRC-Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Colectivas a pagar não pode ser inferior a 60% do que seria devido, caso os mesmos não existissem».
O ministro das Finanças, Bagão Félix, disse que «a taxa de IRC nunca pode ser inferior a 15%», sendo importante «em particular na banca», cuja «taxa média real de IRC», em 2003, «sem a Caixa Geral de Depósitos, foi de seis por cento».
Relativamente à operadora nacional, poderá estar a ser penalizada pelo anúncio de hoje do Provedor de Justiça, o qual recomenda ao Governo que proíba legalmente a cobrança de consumos mínimos e de cauções na prestação de serviço de telefone fixo, embora esta prática não seja típica no mercado português.
No que diz respeito às principais subidas, a Gescartão avança 1,90% para os 10,70€. A Sonaecom cresce 0,60% para os 3,33€ e a Jerónimo Martins ganha 0,22% para os 9,12€.
Contudo, o destaque do meio da sessão vai para a Impresa, a qual recua 0,87% para os 4,54€, com 65 450 acções negociadas, depois de ter atingido durante a manhã o novo máximo do ano nos 4,62€.
Também a Semapa registou um novo máximo do ano, nos 4,26€, aliviando agora ao perder 0,47% para os 4,20€.
Quanto às restantes descidas mais significativas, temos a volátil ParaRede a descer 2,70% para os 0,36€, a PT Multimédia a baixar 0,48% para os 18,51€ e o Banco BPI a deslizar 0,65% para os 3,04€.
O título mais transaccionado é o da PT, com 4,66 milhões de acções negociadas, seguida pelo BCP e pela EDP, com 4,63 e 0,91 milhões de papéis movimentados, respectivamente.
Dos vinte títulos que compõem o PSI-20, sete descem de cotação, seis sobem e sete mantém-se inalterados. O volume total de negócios é de 55,93 milhões de euros
Nota -> Nova subida dos preços do petróleo.
Good investments
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