Autor: notíCIas_pt
Data: 01-12-2004 04:50
Bolsa reage em queda a instabilidade política
A bolsa portuguesa seguia em queda, em reacção às notícias de dissolução do parlamento nacional pelo Presidente da República, que considerou não haver «estabilidade governativa» no país. Em dia de feriado nacional, o PSI-20 recuava 1,12%, com 27,4 milhões de títulos transaccionados.
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A bolsa portuguesa seguia em queda, em reacção às notícias de dissolução do parlamento nacional pelo Presidente da República, que considerou não haver «estabilidade governativa» no país. Em dia de feriado nacional, o PSI-20 recuava 1,12%, com 27,4 milhões de títulos transaccionados.
O PSI-20 [Cot] recuava agora 1,12%, para 7.438,78 pontos, com duas acções do principal índice português a cair, 15 em queda e três inalteradas.
A bolsa chegou a cair 1,82%, para 7.385,89 pontos. Com duas horas de transacção, contudo, o volume de negócios deste 1 de Dezembro, feriado nacional em celebração do Dia de Restauração da Independência, está já perto do volume total de segunda-feira passada. Desde as 8h da manhã foram já transaccionadas 27,4 milhões de acções, contra 39,8 milhões na sessão de ontem e 27,9 milhões na segunda-feira passada.
Os mercados reagiram assim em queda às decisões ontem tomadas pelo Presidente da República e à indecisão sobre a aprovação do Orçamento do Estado para 2005. Para a decisão de Jorge Sampaio de dissolver o Parlamento, ontem anunciada após o fecho dos mercados, contribuíram todos os acontecimentos dos últimos meses, entre eles, as «manifestações de quebras de confiança dos agentes económicos», disse ao Jornal de Negócios fonte da Presidência da República.
Jorge Sampaio deverá começar a ouvir os partidos políticos e o Conselho do Estado na próxima semana e pode permitir a aprovação do Orçamento do Estado para 2005, cuja apreciação e votação final global no Parlamento está marcada para a próxima segunda e terça-feira.
A decisão de Jorge Sampaio dissolver a Assembleia da República tem efeitos imediatos a nível político e económico, passando Governo a poder apenas realizar actos de gestão corrente até Fevereiro, altura em que deverão acontecer eleições. Caso a proposta de OE não seja aprovada, a execução orçamental em 2005 ficaria em regime de duodécimos até Abril e os aumentos salariais na função pública congelados, a eliminação de benefícios fiscais adiada, a redução das taxas de IRS em 2005 deixa de entrar em vigor. Já a autorização legislativa aprovada com o objectivo de alterar a Lei das rendas pode vir a ser considerada nula.
No PSI-20, apenas a Sonae SGPS [Cot] e o Banco Espírito Santo (BES) [Cot] valorizavam neste momento. A ‘holding’ liderada por Belmiro de Azevedo avançava 1,01%, para um euro, com 8,59 milhões de títulos transaccionados – é a acção mais negociada até agora –, enquanto a instituição financeira presidida por Ricardo Salgado apreciava 0,8%, para 13,31 euros.
Em queda, a pressionar o índice PSI-20, estava o Banco Comercial Português (BCP) [Cot] recuava 2,13%, para 1,84 euros, com 7,33 milhões de acções negociadas. Já o Banco BPI [bpinn] cedia 0,65%, para 3,04 euros.
A EDP [Cot] também era fortemente penalizada, ao deslizar 1,79%, para 2,19 euros, com 6,10 milhões de títulos a mudarem de mãos.
A Portugal Telecom (PT) [Cot] cedia 0,67%, para 8,84 euros, com 1,93 milhões de acções transaccionadas, enquanto a Brisa [Cot] recuava 2,27%, para 6,45 euros.
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