A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) poderá brevemente cotar a produção, para pôr fim a uma queda de seis semanas nos preços e para prevenir um aumento dos inventários, disseram hoje responsáveis da Indonésia e da Líbia.
O preço do barril de crude seguia praticamente inalterado em Nova Iorque, a cotar nos 41,42 dólares, em mínimos do final de Julho, e já longe do máximo histórico de 55,67 dólares atingido a 25 de Outubro.
A OPEP "precisa de fazer alguma coisa", disse Fathi Shatwan, delegado da Líbia naquela organização, aos jornalistas, citado pela Bloomberg.
O responsável líbio falava no Cairo, onde o cartel irá reunir-se dentro de dois dias.
Purnomo Yusgiantoro, actual presidente da OPEP e ministro da Energia indonésio, disse hoje em Jacarta aos jornalistas que os membros poderão reduzir a produção de petróleo antes do final do primeiro trimestre, se os preços continuarem a cair.
Membros do cartel como a Venezuela e a Indonésia estão a tentar que o grupo mantenha os preços altos, devido à fraqueza do dólar, o que significa que as receitas do petróleo não conseguem comprar a mesma quantidade de bens em outras moedas como o euro ou o iene.
Relativamente às quotas, os membros poderão deixá-las inalteradas e revê-las durante os primeiros três meses do próximo ano, após um pico na procura motivado pelo Inverno no Hemisfério Norte, disse Purnomo Yusgiantoro, citado pela Bloomberg.
"No primeiro trimestre ainda teremos de enfrentar o Inverno", referiu o presidente da OPEP.
"Veremos os preços a baixar no segundo trimestre", acrescentou.
Como tal, a OPEP poderá tomar uma decisão para reduzir as quotas entre o primeiro e segundo trimestres, adiantou Purnomo Yusgiantoro.
OPEP poderá reduzir produção com descida dos preços do petróleo
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08-12-2004 06:16
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