Fundos continuam preferir acções da Sonae SGPS, BCP e PT
Os fundos de investimento mobiliário (FIM) reforçaram as posições em títulos da Sonae SGPS, BCP e PT, em Novembro, mês em que o investimento total em acções nacionais cresceu 3,6% face a Outubro, revela a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) em comunicado.
Os fundos de investimento mobiliário (FIM) reforçaram as posições em títulos da Sonae SGPS, BCP e PT, em Novembro, mês em que o investimento total em acções nacionais cresceu 3,6% face a Outubro, revela a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) em comunicado.
Segundo a mesma fonte, os fundos de investimento têm 79,9 milhões de euros investidos em títulos da Sonae SGPS, ou 11,1% do valor total, tendo o investimento crescido 2,1% face a Outubro, mês em que esse valor tinha aumentado 6,6%.
O total de investimento realizado no BCP ascendeu a 76,5 milhões de euros, ou 10,6% do total investido, um aumento de 5,7%. Em Outubro a subida tinha sido de 4,1%.
Depois de terem recuado na Portugal Telecom em Outubro, os fundos de investimento voltaram a subir o total investido nas suas acções para 59,2 milhões de euros, uma crescimento de 3,4% ou 8,2%. No entanto voltaram a recuar nos títulos da Energias de Portugal para 45,5 milhões de euros, uma queda de 1,5% e 6,3% do total investido. Em Outubro o investimento na eléctrica tinha sido reduzido em 5,1% para 46,2 milhões de euros.
Impresa substitui Semapa na lista das dez acções preferidas pelos FIM
A maior subida pertenceu à Impresa, que passou a integrar as dez preferidas em detrimento da Semapa. Os FIM investiram 34,2 milhões de euros na empresa de «media», o que representa um crescimento de 23,5% face a Outubro e 4,8% do total. Na Brisa os FIM aumentaram o investimento em 17,3% para os 45,1 milhões de euros ou 6,3% do total.
Por outro lado, a Semapa deixou de integrar a lista das dez acções preferidas. Em Outubro estas acções tinham registado uma subida de 6,6% para os 31,2 milhões de euros.
A Sonaecom também registou uma subida considerável de 14,6% para os 32,9 milhões de euros, ou 4,6% do total investido. Os FIM investiram 34 milhões de euros no Banco Espírito Santo (uma subida de 0,5% face a Outubro ou 4,7% do total investido) e 34,3 milhões de euros no Banco BPI (valorização de 2,7% em relação ao mês anterior ou 4,8% do total investido).
O investimento nas acções nacionais aumentou em 3,6% para 718 milhões de euros em Novembro, face a 694 milhões de euros registados em Outubro. Nas acções internacionais o investimento total no mês em análise foi de 1.188,2 milhões de euros, traduzindo um acréscimo de 2,1% face ao mês anterior.
Os activos preferidos nos mercados da União Europeia foram a Total Efina, a Telefónica e o BSCH, refere o comunicado acrescentando que, fora da União Europeia, os favoritos foram a General Electronics, a Pfizer e a Néstlé.
AF Investimentos mantém-se líder de mercado
A AF Investimentos mantém-se como entidade com a maior quota de mercado de fundos de investimento mobiliário, com 20,8% de posição, mas menos 0,44 pontos percentuais do que em Outubro.
A Caixagest segue em segundo lugar no ranking com 19,1% de quota de mercado, mais 0,13 pontos percentuais do que no mês anterior, refere a mesma fonte, salientando que entrou em actividade um novo fundo especial de investimento intitulado «Caixagest Estratégias Alternativas», gerido pela Caixagest que representa uma nova entidade gestora nesta tipologia de fundos.
Capitalização média dos FIM regista diminuição de um milhão de euros face a Outubro
A capitalização média dos organismos de investimento colectivo em valores mobiliários (FMI) registou uma diminuição, em Novembro deste ano, de um milhão de euros relativamente ao mês anterior, tendo o valor sob gestão atingido 23.286,8 milhões de euros, explica o comunicado.
As aplicações totais realizadas em valores cotados no mercado português registaram uma descida de 0,7% comparativamente ao mês anterior, atingindo 1.594,8 milhões de euros, o que equivale a 9,3% do total dos activos cotados, refere a mesma fonte.
O comunicado revela também que a capitalização média dos fundos especiais de investimento totalizou 17,3 milhões de euros, o que traduz um incremento mensal de 2,7 milhões de euros. O valor sob gestão registou um aumento de 31,5% face ao mês anterior, atingindo os 173,3 milhões de euros.
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09-12-2004 06:25
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