A OAO Yukos colocou-se ao abrigo do regime de falências nos Estados Unidos da América e pediu a um tribunal de emergência para impedir a acção do governo russo de leiloar a subsidiária Yuganskneftegaz na próxima segunda-feira.
A OAO Yukos colocou-se ao abrigo do regime de falências nos Estados Unidos da América e pediu a um tribunal de emergência para impedir a acção do governo russo de leiloar a Yuganskneftegaz, subsidiária responsável pela produção de 60% do petróleo da Yukos, na próxima segunda-feira.
O Governo russo tinha planeado leiloar a Yuganskneftegaz em quatro dias naquela que seria a primeira operação para recuperar parte dos 22 mil milhões de dólares (16,5 mil milhões de euros) que a empresa deve ao fisco. No dia a seguir ao leilão era suposto os accionistas da Yukos votarem se abriam processo de falência ou se liquidavam a empresa.
Segundo um comunicado divulgado pela Yukos, o processo de abertura de falência foi efectuado num tribunal especialistas nestes casos em Houston, Texas.
«A lei de falências nos Estados Unidos da América tem uma jurisdição mundial sobre a propriedade do devedor e a empresa está à procura de um juiz que vá proteger o valor de todo o investimento dos accionistas na Yukos», disse a empresa.
«Houston é o maior centro de petróleo e de gás internacional», explica a petrolífera no comunicado acrescentando que a empresa «tem activos e negócios na área. Para além disso, o director financeiro está constantemente a preencher as suas responsabilidades de gestão em Houston».
As acções da Yukos seguiam a cair 11,23% para os 21,34 rublos (0,57 euros)
O crude seguia a subir 1,10% para os 42,28 dólares (31,8 euros), enquanto o «brent» valorizava 1,20% para os 39,72 dólares (29,9 euros)
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