Em economia existe, como se sabe, uma componente psicológica, determinante, não devendo nunca ser menosprezada e subalternizada quanto à sua importante influência na economia real.
Afinal o que faz oscilar o crescimento económico? Não será muito mais que a variação do consumo e do Investimento. E quem investe e quem consome? Quem toma decisões e como as toma e porque as toma. É nestas decisões que entram as expectativas dos agentes, o seu optimismo ou o seu pessimismo. Há aqui todo um processo psicológico a influenciar e a determinar o crescimento ou a recessão.
Então não podemos dizer ou pensar que um quadro depressivo como a guerra não gera efeitos nos investidores e no consumo e consequentemente na economia real. A economia real está directamente ligada por uma correia de transmissão aos consumidores e aos imvestidores, que a comandam directamente em função do quadro psicológico do momento. Então um quadro psicológico gerado pela guerra há-de ter efeitos nefastos na macroeconomia, como o efeito paz o terá também. Afinal a macroeconomia é influenciada pelos agentes, que pensam e às vezes se deprimem. Não pode haver dois planos, o macroeconómico e o dos agentes. São estes que decidem e que determinam o quadro macroeconómico.
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