Quando se fala de mudar de uma moeda para outra não se fala de mudar de um investimento em mercado de acções Americano para um Europeu. Aliás se compararmos a liquidez média nos mercados accionistas Americanos diária (70 mil milhões de USD), com o mercado obrigacionista Americano (de dívida soberana), que é cerca de quatro ou cinco vezes mais ou com o mercado OTC de divisas (1,4 mil milhões de USD), compreendemos que quem comanda as movimentações cambiais não são concerteza os agentes que procuram as melhores acções para investir.
Acontece que 85-90% das reservas externas mundiais são em USD, e se verificarmos um acréscimo significativo das trocas comerciais de Países terceiros com a Europa e com outras zonas económicas que não a Americana, e quando vemos que o défice público americano está acima dos 5% do PIB, vemos grandes dispêndios na defesa e também esforços para diminuir a carga fiscal dos mais ricos nos US; só podemos concluir uma coisa: é arriscado ter uma grande quantidade de reservas numa moeda aparentemente tão frágil quanto o USD.
Por isso diria que, baixando a taxa de juro, se conseguirá diminuir a procura de euros, mas sinceramente os efeitos nunca são muito fortes.
A título de exemplo, quando o George Soros fez uma autêntica fortuna com a depreciação da GBP (cerca de mil milhões de euros), foi quando o Banco Central Inglês aumentou muito os juros. Ou seja o efeito às vezes até é o contrário.
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