O Produto Interno Bruto (PIB) caiu 1,2% nos primeiros três meses do ano, em relação ao período homólogo de 2002, tendo virtualmente estagnado face ao trimestre anterior. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), o PIB do primeiro trimestre subiu apenas 0,08% em relação ao último trimestre de 2002.
O recuo homólogo do PIB ficou a dever-se, segundo as Contas Nacionais do INE, ao comportamento da procura interna, «que intensificou a contracção homóloga verificada no trimestre anterior». O investimento caiu 13,6%.
No quarto trimestre, o PIB nacional tinha apresentado uma quebra homóloga de 1,3%, mais acentuada que o registado nos primeiros três meses deste ano.
No final de Março, o produto ascendia aos 24,7 mil milhões de euros, a preços constantes, ou seja, a preços de 1995, excluídos de inflação.
A preços correntes, o PIB atingiu os 32,34 mil milhões de euros.
No terceiro e quarto trimestres de 2002, o PIB nacional tinha apresentado uma queda face ao período de três meses anterior, colocando a economia nacional em recessão técnica. Uma economia está em recessão técnica quando o PIB cai, em cadeia, por dois trimestres consecutivos, o que aconteceu no segundo semestre de 2002.
O INE sublinha a intensidade da queda, acrescentando que este resultado se ficou a dever ao andamento de todas as componentes, mas especialmente ao «investimento em material de transporte e em construção».
O consumo privado – outra das componentes da procura interna – caiu 1,4%. A generalidade das componentes do consumo privado contribuiu para este comportamento, refere o instituto.
É de salientar que a despesa em bens de consumo duradouro, que caiu 13,1%, sendo a componente que mais influenciou a evolução do consumo privado. A queda principal fez-se notar na compra de veículos, «cujo desempenho foi bastante negativo», salienta o INE. O consumo público subiu 0,1% face ao trimestre homólogo.
Exportações crescem 5% no trimestre
Inversamente, as exportações de bens e serviços tiveram um desempenho positivo. O total das exportações cresceu 5%, tendo as importações caído 3,9% face ao trimestre homólogo do ano anterior.
O «dinamismo» das exportações traduziu-se num contributo de 1,7 pontos percentuais para o crescimento homólogo do PIB, diz o INE.
Contra o último trimestre de 2002, a evolução das exportações foi de 3,1%, sustentando, na sua maior parte, a subida em cadeia de 0,1% do PIB de Janeiro a Março deste ano.
As indústrias de fabricação de equipamentos e aparelhos de rádio, televisão e de comunicação; de fabricação de material de transporte; de fabricação de produtos químicos; e de fabricação de borracha e matérias plásticas revelaram crescimentos «apreciáveis» do volume de exportações.
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