A economia portuguesa praticamente não cresceu no primeiro trimestre do ano, em relação ao trimestre anterior, ao observar uma ténue subida de 0,08 por cento do Produto Interno Bruto, revelou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Após o período de recessão técnica atingido na segunda metade de 2002, quando o PIB caiu 2,7 e 0,8 por cento entre o terceiro e o quatro trimestre do ano transacto, respectivamente, a economia conseguiu dar a volta e melhorar ligeiramente o seu desempenho nos primeiros três meses do ano, ao manter praticamente inalterada a riqueza criada em relação ao trimestre precedente.
O INE informa que apenas as exportações apresentaram um comportamento positivo, ao crescerem cinco por cento, face ao trimestre anterior. O investimento e o consumo privado caíram 12,6 e 1,4 por cento, respectivamente, por comparação com o quarto trimestre de 2002, condenando qualquer tentativa de recuperação da economia portuguesa.
Apesar do período de recessão técnica que atravessa a Alemanha, um dos principais parceiros comerciais com Portugal, o facto relevante é que as empresas portuguesas conseguiram aumentar as suas vendas para o exterior.
Espanha, Reino Unido e França são os outros três países com os quais as empresas portuguesas têm fortes relações comerciais e que registam evoluções positivas do seu PIB no período em análise.
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