Banco de Portugal prevê quebra do PIB em 0,5% este ano; admite estagnação em 2004 (act)
Terça, 1 Jul 2003 12:29
O Banco de Portugal prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) nacional registe uma quebra de 0,5% este ano, e um crescimento de 1% no próximo ano, admitindo mesmo estagnação em 2004, disse Vítor Constâncio, Governador da entidade que apoia as Finanças nas medidas extraordinárias para atingir défice orçamental abaixo de 3%.
Estes dados foram revelados pelo Governador do Banco de Portugal, que está a apresentar o Boletim Económico de Junho e o Relatório Anual de 2002, aos deputados na Comissão de Economia e Finanças.
Para este ano o Banco de Portugal reviu em baixa a taxa de crescimento do PIB de uma subida de 0,5%, para uma queda entre 0 e 1%
Em 2004, o Banco de Portugal aguarda um crescimento do PIB entre 0 e 2%, quando em Dezembro passado estimava uma subida entre 1 e 2,5%.
A condicionar a economia este ano estará o consumo privado os investimentos. Segundo as previsões do Banco de Portugal o Consumo Privado deverá variar entre uma queda de 0,75% e uma subida de 0,25%, enquanto a Formação Bruta de Capital Fixo deve cair entre 5,75% e 3,75%.
Quanto à inflação, este ano deverá ficar entre os 2,5 e 3,5%, baixando para entre 0,7% e 2,7% em 2004.
Para 2005, Constâncio prevê que o PIB «cresça claramente acima dos 2%».
Portugal esteve em recessão no último semestre de 2002 e, nos primeiros três meses de 2003 o PIB nacional caiu 1,2% face ao período homólogo, tendo virtualmente estagnado face ao trimestre anterior.
Constâncio apoia medidas extraordinárias das Finanças
O actual cenário macroeconómico torna impossível o cumprimento das metas do défice orçamental em 2003, sendo, por isso, necessárias medidas extraordinárias, acrescentou Vítor Constâncio que falava na Comissão de Economia e Finanças no Parlamento.
«Tudo o que o Ministério das Finanças queira fazer, terá o meu apoio», afirmou o Governador do Banco de Portugal.
Para Vítor Constâncio «o OE deste ano tem efectivas medidas de contenção de despesas», mas será necessário mais medidas de reforço das receitas, para atingir a meta do défice abaixo dos 3% do PIB.
O Clubeinvest.com informa que nenhuma da informação
aqui facultada deverá ser entendida como conselho ou recomendação
de qualquer tipo de transacção ou investimento.