Horta e Costa quer reforço na PT por parte de BPI e outros accionistas
Terça, 1 Jul 2003 17:45
O BPI, bem como outros accionistas de referência, além da Caixa Geral de Depósitos, deveriam reforçar a sua posição no capital da Portugal Telecom (PT) porque a operadora é uma empresa de bandeira e necessidade de ter um núcleo estável de accionistas portugueses, disse Miguel Horta e Costa, presidente da operadora.
À margem da conferência de imprensa para apresentação da PT Corporate, Miguel Horta e Costa reafirmou a intenção de ver o banco estatal nacional reforçar em 5,3 pontos percentuais para os 10% do capital da PT, ao mesmo tempo que o Estado reduz a sua «golden share» que lhe confere direitos especiais na operadora.
«É importante que hoje a PT [Cot, Not, P.Target] tenha um forte núcleo duro de accionistas nacionais», reiterou Horta e Costa.
O objectivo do repto lançado, através de uma entrevista ao «Expresso», foi mostrar «a minha sensibilidade pessoal de ver a CGD reforçar no capital», uma vez que um dos outros accionistas de referência, o Banco Espírito Santo (BES) está perto do limite permitido para ser titular de acções na operadora. Os estatutos da PT limitam os direitos de voto a 10%.
Mas «é evidente que o (Banco) BPI [Cot, Not, P.Target] também pode reforçar porque tem uma posição mais pequena», acrescentou o presidente executivo da PT.
Murteira Nabo, anterior presidente da Portugal Telecom, tinha como objectivo que o núcleo duro de accionistas nacionais da PT fosse de 30%.
Horta e Costa não quis quantificar o peso pretendido para os accionistas nacionais.
As acções da PT encerraram nos 6,25 euros, a subir 0,16%.
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01-07-2003 11:41
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