Sim, mas há dois tipos de preços, preços no produtor e preços no consumidor
E todas essas causas que apontaste seriam motivos positivos para as empresas pois permite-lhes serem mais racionais e baixar os custos, nomeadamente com mão-de-obra
Assim os preços da produção têm baixado ao longo destes anos em que se tem intensificado o comércio internacional o que é um factor positivo para as empresas
Essas diminuições dos preços da produção têm permitido também diminuir os preços no consumidor dos produtos dada a elevada competitividade que a globalização veio trazer. Assim, podemos hoje comprar produtos cada vez mais baratos porque os preços da produção diminuem com a investigação e desenvolvimento e a competitividade internacional.
Essa baixa de preço dos produtos traduz-se num estímulo ao seu consumo pois à medida que baixam de preço tornam-se acessíveis a cada vez mais pessoas
Contudo o que provoca a verdadeira inflação ou deflacção não são os preços da produção, é a quantidade de procura que existe e a respectiva variação desta ao longo do tempo
E o consumo mundial está actualmente bastante retraído a todos os níveis, especialmente o empresarial e os gastos em TI o que tem provocado quedas sucessivas de preços muito superiores às poupanças nos custos de produção.
Somando a isso à queda do preço dos produtos da economia tradicional: alimentação, automóveis, vestuário, etc. (devido à constracção cada vez maior do consumo que só não é maior devido ao recurso ao crédito fácil nomeadamente por parte do público consumidor), temos uma boa receita para a deflacção
Ponto de situação:
1. empresas não investem devido à incerteza do clima económico. Consequência: quebra brutal na procura dos produtos de empresas que têm o seu mercado no tecido empresarial
2. consumidores: têm vindo a ser atingidos pela incerteza pelo que reduziram também o seu consumo forçando a quedas de preços. Contudo o motor da economia mundial reside na fina confiança que ainda mantém os consumidores no mercado, nomeadamente as taxas de juros baixissímas, os ganhos no mercado imobiliário americano, e as artimanhas do Fed para tentar manter isto tudo de pé
3. As taxas de juro já não podem baixar muito mais e o Fed está a ficar sem cartas na manga apostando nesta altura na injecção de capitais nos mercados de capitais e na desvalorização do dolar de modo a conter o défice exterior
4. Bottom Line: ou isto recupera em breve ou o choque vai atingir o público consumidor e aí cai o castelo de cartas do Fed e começará a crise a sério. Hope not!
Se não receio o erro é porque estou sempre pronto a corrigi-lo
There's no bull side and no bear side. JUST THE RIGHT SIDE!
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