Chamaram-me um dia
Cigano e maltês
Menino, não és boa rés
Abri uma cova
Na terra mais funda
Fiz dela a minha sepultura
Entrei numa gruta
Matei um tritão
Mas tive o diabo na mão
Havia um comboio
Já pronto a largar
E vi O diabo a tentar
Pedi-lhe um cruzado
Fiquei logo ali
Num leito de penas dormi
Puseram-me a ferros
Soltaram o cão
Mas tive o diabo na mão
Voltei da charola
de cilha e arnês
Amigo, vem cá outra vez
Subi uma escada
Ganhei dinheirama
Senhor D. Fulano Marquês
Perdi na roleta
Ganhei ao gamão
Mas tive o diabo na mão
Ao dar uma volta
Caí no lancil
E veio o diabo a ganir
Nadavam piranhas
Na lagoa escura
Tamanhas que nunca tal vi
Limpei a viseira
Peguei no arpão
Mas tive o diabo na mão
Que diabo, Sr. Turn! Parece que para além da pneumonia atípica, também a paranóia afecta gravemente a saúde mental de muitos participantes deste fórum. Então agora ia chamar-lhe burro?! As carapuças só devem ser enfiadas por, e a quem servem...
Referia-me ao mercado, que umas vezes é cigano (quando somos ingénuos) outras vezes é burro (quando julgamos ser mais espertos!). E também, claro, às suas traquinices em pregar o ateísmo analítico-politico-ondulatório!
Mas é da natureza humana crer. E acreditar em divindades, seja o rá, o Chris, o César ou o Cem... ainda mais. Já os egípcios acreditavam no Sol!
Agradeço os parabéns, felicitações e demais distinções, mas é bondade da sua parte. Faço essas deambulações por mero passatempo e diversão, e nada quero em troca. Tão pouco sou corajoso. E mesmo assim bem vê o calvário que por aqui todos passamos.
Espero tê-lo esclarecido e tranquilizado. Não fique agora a pensar que com o pranto do zeca lhe estou a chamar diabo...
Que diabo, ora esta agora...
Cumprimentos (nada bears).
Sol Dado
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