O indicador coincidente do consumo privado do Banco de Portugal acentuou, no segundo trimestre, a sua variação negativa em 0,8 pontos percentuais, atingindo uma quebra de 3,3%. Apesar desta evolução mais negativa, os indicadores para o início do segundo semestre mostram uma evolução menos desfavorável.
De acordo com os indicadores de conjuntura relativos a Julho publicados hoje pelo Banco de Portugal, o consumo privado em Portugal caiu 0,8 pontos percentuais entre Abril e Junho deste ano, face ao trimestre anterior. Desde do terceiro trimestre de 2002 que este indicador apresenta uma evolução negativa.
No entanto, «os indicadores do consumo privado disponível para o inicio de segundo semestre de 2003 apontam para uma evolução menos desfavorável deste agregado no período mais recente», acrescenta a mesma fonte.
No que respeita ao indicador dos investimentos em termos de transporte, o Banco de Portugal destaca que a informação disponível revela que houve uma evolução «menos negativa desde o final do trimestre», mas assistiu-se a «uma forte queda do investimento em construção».
As exportações apresentaram «uma forte desaceleração no trimestre terminado em Maio»,enquanto as importações de mercadorias caíram 4,3% até Maio.
O emprego total diminuiu 1,3% no segundo trimestre de 2003, mantendo a tendência negativa observada no primeiro trimestre.
A variação salarial dos contratos de Janeiro a Julho foi de 2,8%.
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