O Banif prevê que os lucros da EDP no primeiro semestre caiam para 199,73 milhões de euros. A melhoria operacional não será suficiente para anular o impacto do agravamento dos custos financeiros e da consolidação da HidroCantábrico.
As contas da Electricidade de Portugal (EDP) [Cot, Not, P.Target] serão desvendadas amanhã, já após o fecho do mercado. Nos primeiros seis meses de 2002, os lucros da maior eléctrica nacional ascenderam aos 230,7 milhões de euros.
Para o primeiro semestre, o Banif Investimento projecta um agravamento dos custos financeiros de 119,7 milhões de euros para os 153,9 milhões de euros, a reflectir a consolidação proporcional dos 40% que a EDP detém na HidroCantábrico, bem como a integração total das eléctrica brasileiras Escelsa e Enersul.
No entanto, a integração deverá ter um impacto positivo a nível da contribuição para as receitas, com a analista Sofia Simões a antever uma melhoria de 12,4% na facturação para um total de 3,443 mil milhões de euros.
Na unidade EDP Produção, a casa de investimento está a contar com uma quebra das receitas de 12,3% para 624 milhões de euros, com o Banif a citar as condições de pluviosidade no primeiro semestre de 2002 que não se repetiram neste período.
A compensar a quebra na produção, a unidade de distribuição de electricidade, a EDP Distribuição, deverá ver as receitas aumentarem em 2,3% para 1,769 mil milhões de euros.
O EBITDA (lucros antes dos juros, impostos, depreciações e amortizações) deve assim ascender a 868,7 milhões de euros, acima dos 746,2 milhões do período homólogo.
O Banif tem uma recomendação de «compra» para a EDP e um preço alvo de 2,26 euros. As acções da empresa liderada por João Talone deslizavam 0,5% para 2 euros.
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