O presidente dos EUA George W. Bush exortou ontem as Nações Unidas a apoiar uma força multilateral no Iraque, antes de pedir ao Congresso mais 87 mil milhões de dólares (78,61 mil milhões de euros) destinados a operações militares e à reconstrução do país.
O presidente dos EUA George W. Bush exortou ontem as Nações Unidas a apoiar uma força multilateral no Iraque, antes de pedir ao Congresso mais 87 mil milhões de dólares (78,61 mil milhões de euros) destinados a operações militares e à reconstrução do país.
«Os membros das Nações Unidas têm agora a oportunidade e a responsabilidade de assumir um papel mais abrangente para garantir a democracia e a liberdade do Iraque», afirmou Bush ontem à noite num discurso televisivo a partir da Casa Branca.
«Não podemos deixar que as diferenças do passado interfiram com deveres presentes», realçou o presidente dos EUA.
Seis meses após os EUA e o Reino Unido terem erradicado Saddam Hussein do poder, Bush está sob pressão para dos aliados para dar à ONU um papel mais relevante no Iraque, através do qual possa restaurar um Governo iraquiano.
O Secretário de Estado norte-americano, Collin Powell, está a preparar um esboço de uma resolução que prevê a autorização das Nações Unidas para o envio de uma força multilateral para o Iraque sob comando norte-americano. O documento encoraja ainda os outros países membros a ajudar financeiramente na reconstrução do Iraque.
Os opositores políticos de Bush nos EUA também pressionaram o presidente da maior economia do mundo para calcular os custos totais da operação. Actualmente, os EUA gastam 3,9 mil milhões de dólares (3,52 mil milhões de euros) por mês apenas na manutenção das forças e em equipamento bélico.
«A nossa estratégia no Iraque vai exigir mais recursos», afirmou Bush. «O pedido (à ONU) vai cobrir as necessidades militares e de informação em países como o Iraque, Afeganistão e outros, algo que deverá custar 66 mil milhões de dólares (59,63 mil milhões de euros no próximo ano», acrescentou ainda o presidente dos EUA.
Compromisso sem saída
O Senador Joe Biden afirmou estar confiante na aprovação pelo Congresso de uma verba de 87 mil milhões de dólares que o presidente dos EUA quer para o ano fiscal que inicia a 1 de Outubro.
«Não temos saída, temos que manter este compromisso no Iraque», afirmou Biden à CNN, acrescentando que «apoiarei o gasto deste montante».
O discurso de Bush, quatro dias antes do segundo aniversário dos ataques de 11 de Setembro, foi o primeiro especificamente sobre o Iraque desde 1 de Maio, data em que o presidente declarou ter terminado a guerra ao país anteriormente liderado por Saddam Hussein.
Desde então, já morreram 149 soldados americanos em acidentes e em combate no Iraque, número que se junta aos 138 que pereceram durante a guerra aberta.
A taxa de aprovação ao presidente dos EUA desceu dos 63% em Maio para os 52%, segundo uma sondagem realizada pela Time/CNN nos dias 3 e 4 de Setembro.
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