Fez as suas considerações, deixe-me dizer o seguinte:
Como sabe a economia não tem comportamento linear e contínuo, ela avaça por ciclos e recua após uma série de anos (ciclos) de crescimento. Estes recuos são de uma maneira geral saudáveis, pois corrigem ineficiências, para continuar a crescer. Sempre assim foi e há-se ser. Alguém dizia, aqui há tempos, que o mundo é bull, com alguns acidentes de percurso bear. A própria economia sempre encontrou dentro de si os remédios para sair das crises. Por vezes com mais sangue e lágrima outras com menos.
Em tempo de crise, as empresas que trabalham mal, ineficientes, reconvertem-se, em empresas mais eficientes e preparadas. Outras morrem e dão lugar a empresas mais eficientes, preparadas e competitivas. A um tempo de boom, segue-se um tempo de crise e a um tempo de crise segue-se um tempo de boom. É o normal, sempre assim foi...
Agora há endividamentos, défices. Sempre houve. Os EUA são crónicos e habitués em défices e sempre se sairam bem.
Antigamente esses períodos de booms e de recessão eram mais severos e dolorosos, porque não se conheciam as políticas de alisamento dos ciclos de tipo keynesiano. Não se intervinham e deixava-se que as crises se desenvolvessem com o sofrimento que isso acarretava. Felizmente que o sr. Greenspan é conhecedor de economia e está atento aos instrumentos económicos que possue e manipula-os com maestria.
Relativamente ao PIB, é o melhor indicador, senão o único, para sabermos a saúde da economia, isto é se estamos a acrescentar riqueza ou a desbaratá-la. É considerado que a economia está em recessão após dois trimestres sucessivos de crescimento negtivo. Não se vê indicador mais concreto e transparente. Se os EUA crescem este ano 2.75% com tais défices o que não cresceriam sem eles?
Não se deve confundir problemas financeiros com problemas de produção. A produção pode ser eficiente e conciliar-se com problemas financeiros de alguma gravidade. É o que acontece nos EUA. A máquina produtiva e o PIB cresce relativamente bem. Acima de 2% o ano passado e este. Tomara Portugal...
Devo dizer que os EUA são useiros em défices fortes e sempre souberam sair disso, pois têm um sitema bancário saudável e uma economia competiva e inovadora.
Sobre acreditar-se nos media, ninguém pode inventar números, sem ler e ter as suas fontes. Uma dessas fontes poderiam ser os media especializados, porque não? Desde que se saiba o que se lê e se contextualize, qual o problema. Não tenho nada contra os media
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