Não esquecendo, como sabe, o efeito positivo de um dólar mais fraco no aumento da exportações americanas, contribuindo para a esperança da retoma. Algum efeito também, possível, no aumento dos preços americanos, afastando o risco ainda latente da deflação.
Por outro lado, os países com a moeda ligada ao dólar, com economias diferentes, têm algum interesse, penso eu, na simples flutuação da moeda, com objectivo de obterem movimentos contrários ao dólar. Na América Latina, uma das causas dos problemas que houve, foi essa indexação anti-natura das moedas ao dólar, que teve como consequência prejudicial uma apreciação exagerada das moedas desses paises quando a sua economia estava a fraquejar, apenas para seguir o dólar forte, que correspondia à pujança da economia americana. Nada mais anti-natura. As moedas têm que ser indexadas, sim, ao estado e particularidade da economia de cada país e não, artificialmente, apreciar-se. Iso penso eu.
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