A Cimpor anunciou hoje que os lucros líquidos referentes ao primeiro semestre aumentaram 1,5% para os 90,3 milhões de euros, segundo um comunicado da maior cimenteira nacional
A Cimpor conseguiu registar uma melhoria dos resultados líquidos obtidos no primeiro semestre de 2003 face a idêntico período do ano transacto, isto apesar da quebra de 5,1% verificada no volume de negócios da cimenteira nesse período, em comparação com idêntico período de 2002.
Os lucros da Cimpor [Cot] fixaram-se em 90,3 milhões de euros no primeiro semestre de 2003, 1,5% acima dos 89 milhões de euros de resultados líquidos alcançados pela empresa no primeiro semestre do ano anterior.
Por seu turno, o volume de negócios da Cimpor teve uma quebra próxima dos 55 milhões de euros, passando dos 689,5 milhões de euros para os 654,3 milhões de euros.
Apesar de ter registado uma quebra na grande parte dos indicadores económico-financeiros durante o primeiro semestre de 2003, a ligeira subidas dos lucros da Cimpor é feita à custa da grande melhoria verificada na rubrica dos resultados financeiros e extraordinários.
«Contrariamente ao verificado no primeiro semestre de 2002, onde houve a necessidade de constituir/reforçar um conjunto de provisões, nos primeiros seis meses do corrente ano foi possível reduzir alguns excessos de provisões (?)», refere o relatório e contas semestral da Cimpor.
Margens caem
Este facto, conjuntamente com uma importante anulação de custos relativos a exercícios anteriores, permitiu que o total dos resultados financeiros e extraordinários passasse de um valor negativo de cerca de 16,4 milhões de euros para um valor praticamente nulo.
A queda do volume de negócios no primeiro semestre traduziu algum decréscimo do nível de actividade e originou uma menor diluição dos custos fixos.
Isto conduziu a uma diminuição de cerca de 27 milhões de euros, tanto do «cash flow» operacional (EBITDA), como dos resultados de exploração (EBIT), com as correspondentes margens a baixarem, relativamente aos primeiros seis meses do ano transacto, de 39,8% para 37,8% e de 23,6% para 20,8%, respectivamente.
«A diminuição do ‘cash flow’ operacional foi particularmente significativa em Portugal (menos cerca de 37 milhões de euros), com a respectiva margem a cair quase pontos percentuais, devido não só à forte queda do mercado mas também ao menor valor acrescentado, relativamente ao cimento comercializado no mercado interno, do clínquer vendido às novas unidades adquiridas na região espanhola da Andaluzia», sublinha o referido documento.
À excepção de Portugal e Espanha, todas as áreas de negócio aumentaram as suas margens EBITDA, destacando a administração da Cimpor as melhorias conseguidas na Tunísia e em Moçambique, onde os respectivos valores «estão já muito próximos do da média do grupo».
Quanto à descida observada em Espanha, «é facilmente explicada pelo menor preço de venda do cimento na região da Andaluzia (comparativamente à Galiza) e, sobretudo, pelo facto de as novas unidades daí adquiridas não terem suficiente capacidade de produção de clínquer, necessitando de o adquirir a terceiros ou a outras unidades do grupo».
No primeiro semestre de 2003, as vendas de cimento de clínquer do Grupo Cimpor totalizaram mais de 8,9 milhões de toneladas, registando um aumento de 10,3% em relação ao período homólogo do ano anterior.
As acções da Cimpor fecharam nos 3,50 euros, a subir 0,29%.
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