Lucros do BPI crescem 16,7% com corte de custos (act2)
O Banco BPI anunciou hoje que os resultados líquidos dos primeiros nove meses do ano totalizaram 113,8 milhões de euros, mais 16,7% que no período homólogo e em linha com as previsões dos analistas.
O Banco BPI anunciou hoje que os resultados líquidos dos primeiros nove meses do ano totalizaram 113,8 milhões de euros, mais 16,7% que no período homólogo e em linha com as previsões dos analistas.
Os lucros de Janeiro a Setembro deste ano comparam com resultados líquidos de 97,6 milhões de euros no período homólogo e os 114 milhões de euros esperados pelos analistas consultados pelo Jornal de Negócios.
A actividade doméstica - Portugal, sucursal de Madrid e em serviços bancários prestados junto das comunidades de emigrantes – representou 88% do total e aumentou 14,6%.
O produto bancário consolidado cresceu 3,7% em termos homólogos, totalizando 579,2 milhões de euros. Já a margem financeira decresceu 4,2% até aos 354,2 milhões de euros, enquanto os analistas aguardavam uma queda de maior dimensão.
A carteira de crédito registou um crescimento global de 4,4%, em termos homólogos, e o crédito à habitação «continuou a ser o principal motor de crescimento», com uma variação homóloga de 17%, diz o banco num comunicado.
O banco liderado por Artur Santos Silva diz que foi selectivo na concessão de crédito, «com base em critérios de rendibilidade dos capitais próprios e de risco, num contexto de abrandamento da actividade económica».
O crédito vencido há mais de 90 dias era, no final de Setembro de 2003, de 1.4% da carteira de crédito a clientes e a sua cobertura por provisões ascendia a 145%.
As comissões e outros proveitos equiparados provenientes da actividade de banca comercial aumentaram 10.2%.
Acções do BPI nos últimos seis meses
Corte de postos de trabalho provoca queda nos custos
Os custos de estrutura do Banco BPI desceram 1,4% para 364,9 milhões de euros, superando o objectivo do banco de ter um crescimento nulo.
Esta queda traduz «a execução do programa estratégico de redução de custos e aumento da eficiência estabelecido para o triénio 2002-2004 que envolve, nomeadamente, o programa de reformas antecipadas, a intensificação da utilização de canais virtuais, a gestão proactiva da rede de balcões e a simplificação e automatização de processos operativos», refere o BPI.
No âmbito deste programa o BPI cortou o número de postos de trabalho para 6.727 em Setembro deste ano. No final de 2002 o banco tinha 7.007 colaboradores e 7.602 em Dezembro de 2001.
Nos primeiros nove meses deste ano o BPI cortou 280 postos de trabalho, permitindo aos custos com pessoal descerem 1,4%.
O indicador de eficiência (custos de estrutura em percentagem dos proveitos recorrentes) passou de 67.3% nos primeiros nove meses de 2002 para 66.4% no mesmo período de 2003, mantendo o BPI na trajectória de cumprimento do objectivo estratégico de 61% definido para final de 2004», refere o banco.
O «cost to income» caiu de 59,4% para 56,9%. Em termos de rácios de rentabilidade, o ROE (que mede a rentabilidade do capital) desceu de 13% para 12,9%.
BPI aumenta provisões em 1,7%
As provisões totais – líquidas de reposições – efectuados pelo BPI nos primeiros nove meses do ano totalizaram 60,1 milhões de euros, mais 1,7% que no período homólogo.
Destas 49 milhões de euros correspondem a provisões para crédito a clientes, um valor 2,5 milhões de euros inferior ao do período homólogo.
O BPI explica ainda que os resultados extraordinários nos primeiros nove meses de 2003, negativos em 27.7 milhões de euros, reflectem principalmente custos com pensões de 27,5 milhões de euros.
A mais valia extraordinária com a vanda da posição no Banc Posto, no montante de 9 milhões de euros, deverá ser registado no quarto trimestre.
Em 30 de Setembro de 2003, a carteira de participações financeiras do BPI ascendia, ao custo de aquisição, a 496,8 milhões de euros e registava menos-valias latentes não provisionadas de 196,4 milhões de euros, com base na cotação média nos últimos seis meses.
No final de Setembro de 2003, o rácio de requisitos de fundos próprios, calculado de acordo com as regras do Banco de Portugal, situava-se em 10,2% e o Tier I em 7,6%.
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