Hoje temos reunião da Reserva Federal, mas ainda antes deste acontecimento, vão ser divulgados dois importantes números. As ordens de bens duráveis (às 13h30m, esperado um subida de 1%) e a confiança dos consumidores (às 15h00m, esperado um subida para 79,3).
Em relação à política monetária as expectativas são em grande maioria de que o Fed mantenha as taxas inalteradas em 1%. O foco das atenções vai estar no que o Fed tem para dizer sobre a recente evolução da economia e dos preços, na esperança de se tirar alguma pista sobre se haverá proximamente uma subida das taxas de juro. Alguns analistas começam a ficar preocupados com uma possível escalada da inflação e pensam que o Fed deveria começar a preparar o mercado para uma pequena subida das taxas, até para que quando for preciso novamente um impulso monetário, o espaço para descer seja mais do que os actuais 100 pontos base. A subida do preço das commodities e a continuação do aumento das expectativas dos lucros das empresas, jogam também a esse favor.
Em minha opinião, existem actualmente três pontos fundamentais para que um aperto da política monetária não se venha a registar nos próximos meses. Primeiro, a core inflation (inflação excepto comida e energia) continua em tendência descendente, mantendo o cenário desinflacionista bastante arriscado. Segundo, a capacidade de utilização que tem uma correlação elevada com a política monetária continua estagnada nos 75%. Terceiro, o estudo do que aconteceu nos anos 90 no Japão indica que a política monetária deverá ser exageradamente expansionista, mesmo arriscando uma subida da inflação, uma batalha que já foi ganha, mas minimizando a possibilidade de entrada em deflação, uma batalha complicada de vencer.
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