Governo avança com venda directa de 30% da Portucel (act)
O Governo português decidiu avançar com a venda directa de 30% do capital, através de um novo concurso, depois de a Assembleia Geral da Portucel SA ter chumbado a proposta de aumento de capital para a entrada da Cofina/Lecta, anunciou o Ministério da Economia.
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O Governo português decidiu avançar com a venda directa de 30% do capital, através de um novo concurso, depois de a Assembleia Geral da Portucel SA ter chumbado a proposta de aumento de capital para a entrada da Cofina/Lecta, anunciou o Ministério da Economia.
Na passada sexta-feira a Assembleia Geral da Portucel «chumbou» a proposta de um aumento de capital da empresa, que permitia a entrada do consórcio Cofina/Lecta na empresa através da entrega de activos. Esta proposta recebeu 36,59% de votos contra.
«Considerando essencial não prolongar o processo, (o Governo) decidiu adoptar a opção de venda de 30% do capital da Portucel [Cot], tal como previsto no Decreto-Lei n.º 6/2003 – artº 10º, mediante novo concurso em condições a divulgar pelos Ministros das Finanças e da Economia e que garantam a prossecução dos objectivos estratégicos assumidos pelo Governo para a Portucel», refere um comunicado do Ministério de Carlos Tavares.
Apesar de avançar com esta medida, já prevista no processo de reprivatização da Portucel, o Governo continua a defender que o aumento de capital e a entrada da Cofina/Lecta era a melhor solução para a Portucel.
«Com a não aprovação daquela proposta, o Governo Português é forçado a concluir que, não obstante os esforços por si desenvolvidos, e apesar de continuar firmemente convicto da bondade dos objectivos previamente definidos e da correcção da solução por si subscrita, a PortucelL (e com ela os seus accionistas) perdeu uma oportunidade de crescer e valorizar-se e dar um salto qualitativo fundamental para o seu desenvolvimento futuro, segundo aquela que constitui, não só a avaliação do Governo Português, mas a conclusão da generalidade dos analistas que se pronunciaram sobre aquela mesma proposta», refere a mesma fonte.
O Executivo explica que decidiu escolher a venda directa de 30% do capital, pois não podia « deixar de dar sequência o mais brevemente possível a esta fase de reprivatização».
Esta decisão foi tomada pelo Governo na passada sexta-feira em Conselho de Ministros.
O Estado português controla cerca de 55% do capital da Portucel, com a Sonae a deter uma posição directa de 25%. A proposta da Portucel SGPS para a Portucel SA não avançou devido sobretudo à oposição da empresa de Belmiro de Azevedo.
As acções da Portucel SA seguiam inalteradas nos 1,33 euros e a Sonae cotava nos 0,59 euros, a mesma cotação de fecho de sexta-feira.
Governo avança com venda directa de 30% da Portucel
notíCIas_pt
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03-11-2003 03:02
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