M-real, Cofina e Sonae aguardam novas condições para definir posição na reprivatização da Portucel (act2)
O consórcio Cofina/Lecta, a Sonae e a M-real vão aguardar conhecer as novas condições do concurso para definir o seu posicionamento quanto à reprivatização da Portucel, depois do Governo ter afirmado que vai avançar com a alternativa de venda directa de 30% do capital.
O consórcio Cofina/Lecta, a Sonae e a M-real vão aguardar conhecer as novas condições do concurso para definir o seu posicionamento quanto à reprivatização da Portucel, depois do Governo ter afirmado que vai avançar com a alternativa de venda directa de 30% do capital.
«Só falaremos depois de uma proposta concreta», disse ao Canal de Negócios, fonte oficial do consórcio Cofina/Lecta que ganhou a segunda fase da privatização da Portucel, mas a assembleia geral (AG) de accionistas vetou, essa vitória, na sexta-feira passada.
A Cofina [Cot] é a proprietária do Canal de Negócios e do Jornal de Negócios.
O consórcio Cofina/Lecta afirma que «só quando houver um documento que permita avalizar o concurso» é que poderá tomar uma decisão sobre o interesse na reprivatização.
O Governo português decidiu avançar com a venda directa de 30% do capital, através de um novo concurso, depois de AG da Portucel SA ter chumbado a proposta de aumento de capital para a entrada da Cofina/Lecta, anunciou o Ministério da Economia, em comunicado, na sexta-feira, à noite.
Fica por conhecer os contornos do novo concurso, tais como, quem terá direito a participar ou se a proposta ganhadora já, à partida, poderá garantir este bloco ou, mesmo o preço a que será vendido nesta fase. Com este modelo, o Estado embora realize um encaixe financeiro, vai diluir a sua posição muito acima do que no âmbito do primeiro modelo.
O segundo maior accionista da Portucel [Cot] a Sonae [Cot] foi o principal responsável pelo chumbo da posição. A Sonae não avançou com uma proposta no modelo inicial, mas pode querer participar no novo formato.
Fonte oficial da Sonae disse ao Canal de Negócios que a posição inicial da Sonae mantém-se, aguardando novos desenvolvimentos para tomar uma decisão sobre este assunto.
A M-real, que apresentou uma proposta para a privatização da Portucel, assume a mesma posição conservadora, avançando que a participação no novo concurso «depende das condições da privatização que não são ainda conhecidas». Fonte da M-real disse ao Canal de Negócios que como a papeleira finlandesa estará interessada no concurso «como grande “player” mundial que é».
A Cofina alienou parte da sua posição na Portucel, passando a deter cerca de mil acções no capital da papeleira.
M-real, Cofina e Sonae aguardam novas condições para definir posição na reprivat
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04-11-2003 00:32
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