"Se o crescimento não for orgânico, mas sim por aquisições?
- Se me puser a comprar a General Electric preciso de um aumento de capital (risos).
- Se encetar aquisições, cá dentro ou no exterior...
- Depende. Visualizo três a cinco anos de trabalho pela frente sozinho, mas não quero ser ingénuo. Estamos num mundo em que a globalização e a consolidação são realidades imparáveis. Estamos atentos e a explorar cenários, dentro desta óptica, de uma consolidação, porque é preferível escolher um parceiro, rentabilizando as nossas vantagens competitivas, do que ser escolhido. A Efacec pode ser uma espécie de porta-aviões para um grupo não europeu, eventualmente americano ou japonês, que pretenda entrar na Europa.
- A Efacec tem os seus mercados mais ou menos bem definidos, está a limpar o balanço, reduziu a dívida, gera lucros, logo torna-se uma empresa opável. Como é que gere isso no dia-a-dia?
- A Efacec é e sempre foi uma empresa opável. Nenhum accionista tem mais de 26 por cento do capital. Sempre foi assim. Estive na Efacec pela primeira vez entre 1988 e 1993 e, nessa altura, já assim era. A Efacec é uma empresa cotada em bolsa e as acções são compradas por quem der mais.
- Não gostaria concerteza que houvesse um parceiro hostil na Efacec?
- Por isso é que estou a dizer que prefiro escolher a ser escolhido.
- Como é que evita ser escolhido, dada a dispersão do capital?
- Explicitando as sinergias e as vantagens, para as partes envolvidas, e desenvolvendo a apetência por determinado tipo de ligações. A Efacec é uma empresa industrial, de serviços, que soube fazer a viragem das velhas para as novas tecnologias com rentabilidade, é uma empresa muito respeitada no mundo pelos seus produtos. Nos transformadores de potência, fazemos parte do clube dos quatro ou cinco fabricantes que melhor entram no mercado norte-americano. "
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