Sonaecom nega intenção de venda da Optimus e admite análise de compra da TMN (act)
A Comissão Executiva da Sonaecom «nega qualquer intenção de venda da Optimus», em reacção às declarações que Miguel Horta e Costa, líder da Portugal Telecom, terá proferido sobre uma aproximação no móvel ao grupo Sonae.
(actualiza com declarações de Horta e Costa e mais informação da Sonaecom)
A Comissão Executiva da Sonaecom «nega qualquer intenção de venda da Optimus», em reacção às declarações que Miguel Horta e Costa, líder da Portugal Telecom, terá proferido sobre uma aproximação no móvel ao grupo Sonae.
A CE da Sonaecom considera que as declarações que Miguel Horta e Costa proferiu no Brasil sobre as conversas que o grupo tem mantido com a Sonae para uma eventual aproximação na telefonia móvel – a confirmarem-se – foram «hostis e infelizes», disse fonte daquela entidade ao Canal de Negócios.
Após ter conhecimento desta informação, Miguel Horta e Costa quis esclarecer o mercado, rejeitando as afirmações citadas num encontro no Brasil.
O presidente executivo da PT disse, ontem, aos jornalistas, segundo o «Diário de Notícias», que «o mercado português pode ser demasiado estreito para que três operadores móveis possam crescer de forma sã», adiantando que «temos mantido sempre conversas com o grupo Sonae» para possíveis junções no móvel.
Durante todo o dia de ontem, a PT não veio desmentir estas afirmações.
Contudo, Horta e Costa avançou ontem à noite, ao Canal de Negócios (www.negocios.pt): «entendo a posição da Optimus, caso tivesse proferido aquelas afirmações, mas não o fiz».
O presidente da PT refere ter admitido que a aproximação na telefonia móvel é um assunto sempre latente, mas rejeita ter especificado a manutenção permanente de negociações com o grupo Sonae para o efeito.
Em resposta às declarações até então não desmentidas de Horta e Costa, a principal accionista da Optimus, disse ontem que «só compreende esta afirmação no âmbito de uma estratégia comercial algo desleal que vise tentar, através destas notícias, lançar confusão nos consumidores em geral», acrescentou a mesma fonte.
Para a entidade liderada por Paulo Azevedo, «não é por acaso que estas declarações aparecem no momento em que a Optimus apresentou indicadores financeiros positivos».
Sonaecom admite ter analisado compra da TMN
A Sonaecom admite mesmo ter analisado a compra da concorrente TMN. «Já analisamos a possibilidade de compra da TMN», referiu fonte da Comissão Executiva da empresa ao Canal de Negócios.
Mas, afirma ter desistido da operação porque a «Autoridade da Concorrência não iria encarar positiva tal operação».
Para respeitar a lei da concorrência, um operador não pode ir além de uma quota de mercado de 65%. A TMN e a Optimus juntas superam essa percentagem.
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