A Sonae suspendeu o «spin-off» previsto para a Sonae Indústria, não sendo este tema uma prioridade para o grupo nacional, disse Carlos Moreira da Silva, em declarações à Reuters. Esta medida já era antecipada pelos analistas.
A Sonae suspendeu o «spin-off» previsto para a Sonae Indústria, não sendo este tema uma prioridade para o grupo nacional, disse Carlos Moreira da Silva, em declarações à Reuters. Esta medida já era antecipada pelos analistas.
«O estudo do “spin-off” (separação do negócio da indústria da Sonae) está suspenso, não estamos neste momento preocupados com esse assunto porque não é uma prioridade», afirmou em declarações escritas.
Em Março deste ano, a Sonae SGPS anunciou que iria destacar a unidade industrial do grupo, criando uma nova empresa que iria incluir a Sonae Indústria (SI) [Cot], a Sonae Produtos e Derivados Florestais (SPDF) e a Gescartão.
Maria Lurdes Pinho do BPI, em Junho deste ano, antevia que o processo de reestruturação anunciado em Março poderia ficar mais difícil, sem uma posição de controlo na Portucel, um facto que poderá condicionar negativamente a acção no longo prazo.
A Sonae que detém 25% do capital não se apresentou à privatização da Portucel, mas o modelo foi, entretanto, «chumbado» pelos accionistas da papeleira, estando agora a ser definido o novo modelo para a reprivatização da empresa.
Em comentário à expectativa dos analistas, a Sonae Indústria adiantava, em Junho, que o «spin-off» não estava dependente do reforço da posição na Portucel.
Na Gescartão, a Sonae ficou com uma posição perto de 70% após a privatização realizada este ano.
Por agora, «as prioridades da Sonae Indústria estão concentradas no desenvolvimento do negócio das placas em todas as geografias em que estamos presentes», declarou Moreira da Silva à Reuters.
Com a eventual automização da Sonae Indústria e da empresa que detinha a Portucel e a Gescartão, a Sonae ficaria com 56,72% da nova empresa e seriam dispersos 43,28% do seu capital.
As acções da Sonae cotavam nos 0,72 euros, a subir 1,41%, e a Sonae Indústria, que ainda não negociou, fechou na sexta-feira a cair 0,85% para os 2,32 euros
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