Monti diz que França e Alemanha «mataram» o PEC (correcção)
Mário Monti, Comissário Europeu para a concorrência, considera que a França e a Alemanha «mataram» o Pacto de Estabilidade e Crescimento, ao persuadirem os ministros das Finanças da Zona Euro a suspenderem a aplicação das regras do PEC.
(corrige no título e ao longo da noticia nome do autor das declarações para Mário Monti)
Mário Monti, Comissário Europeu para a concorrência, considera que a França e a Alemanha «mataram» o Pacto de Estabilidade e Crescimento, ao persuadirem os ministros das Finanças da Zona Euro a suspenderem a aplicação das regras do PEC.
Numa entrevista à edição alemã do «Finantial Times», Mário Monti afirmou que «por todas as práticas propostas os "pais" mataram o Pacto». A França e sobretudo a Alemanha, foram os principais impulsionadores da criação do PEC, com o objectivo de definir regras rígidas nos orçamentos dos Estados membros da Zona Euro.
No entanto, na semana passada, os ministros das Finanças da Zona Euro – contrariando as recomendações da Comissão Europeia - aprovaram a suspensão da aplicação das regras do PEC para a França e a Alemanha, evitando sanções económicas para estes dois países.
Monti foi mesmo mais longe e acusou o eixo franco-alemão de estar a agir apenas em interesse próprio, ignorando a integração europeia.
«Começo a interrogar-me se essa aliança continua a ser uma coisa boa. Ela parece sobretudo proteger os interesses nacionais particulares, o que vai contra o processo de integração (europeia)», sublinhou Mário Monti.
A decisão de suspender o PEC recebeu já várias críticas de responsáveis da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu, que assinalam a necessidade de subida das taxas de juro caso as regras orçamentais não sejam cumpridas.
A França e a Alemanha, as duas maiores economias da Zona Euro, deverão continuar a violar o PEC, obtendo défices orçamentais acima dos 3% do PIB, pelo menos até 2005.
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