Cinco empresas portuguesas querem participar na reconstrução do Iraque
Cinco empresas portuguesas já manifestaram interesse em participar nos concursos que vão ser lançados para a reconstrução do Iraque, que estão avaliados em 18,6 mil milhões de dólares (15,17 mil milhões de euros). Os Estados Unidos impediram a França, a Alemanha, Rússia e China entrarem neste concurso.
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Cinco empresas portuguesas já manifestaram interesse em participar nos concursos que vão ser lançados para a reconstrução do Iraque, que estão avaliados em 18,6 mil milhões de dólares (15,17 mil milhões de euros). Os Estados Unidos impediram a França, a Alemanha, Rússia e China entrarem neste concurso.
Segundo a TSF, que cita fonte diplomática, as empresas são a Somague, Efacec, Banco Comercial Português, Secil e Atral Cipan.
Estas cinco empresas informaram já o Governo que têm interesse em participar na reconstrução do Iraque, mas o Ministério da Economia só está disposto a apoiar as empresas que pretendam ir mais longe do que as pequenas sub-empreitadas, segundo a mesma fonte.
A TSF afirma que a Secil vende mil toneladas de cimento por dia para o Iraque. A Efacec e a Somague estão a apostar na produção e distribuição de energia e o BCP, através do banco polaco Millenium, do qual é accionista, está a trabalhar numa parceria com a JP Morgan para criar o primeiro banco comercial do Iraque. Há também a farmacêutica Atral-Cipan que aposta na exportação de medicamentos.
Os Estados Unidos divulgaram ontem a lista de 63 países que podem participar nestes concursos, onde a nota mais saliente é a ausência da França, Alemanha, China, Canadá e Rússia, países que foram contra a guerra no Iraque.
A União Europeia já anunciou que está a analisar de os Estados Unidos violaram as leis da Organização Mundial do Comércio (OMC) ao impedirem vários países de participar nos concursos para reconstruir o Iraque.
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