Autor: Forever
Data: 14-12-2003 08:00
As bolhas e o inverso das bolhas, são apenas e tão só, o mercado a funcionar normalmente, isto é, a oferta e a procura no seu jogo permanente de pressões mútuas. Essas pressões levam por vezes a excessos. São os excessos de pressões sobre a procura que fazem as bolhas, assim como pressões sobre a oferta que as desfazem. Neste jogo estão implícitas muitas variáveis que actuam sobre o mercado. Não só variáveis reais derivadas de fundamentais das empresas, como variáveis psicológicas, estas derivadas de expectativas sobre o futuro da economia e fenómenos de imitação social.Mas convém lembrar que grande pano de fundo de todas estas movimentações é um pano de fundo real, uma vez que a bolsa não existe por si própria. A Bolsa é apenas, e quase exclusivamente, uma resultante das empresas que se inserem na economia real e que reflectem na bolsa os seus bons e maus momentos. O interesse de alguns grupos de especuladores e a sua influência nos mercados nunca se sobreporá aos grandes motivadores e beneficiários do mercado onde se financiam, que são as empresas, a sua saúde, e em última instância, a economia real.
Então as bolhas não são abortos, nem fenómenos laterais. O nome de bolha foi dado prejurativamente pelas pessoas, mas traduz apenas uma fenómeno natural que é a procura enorme, e uma confiança forte no futuro da economia. São fenómenos que normalmente sucedem em fase de amadurecimento de ciclos de crescimento e que o mercado por sua própria iniciativa e com sua imensa sabedoria corrige. Porque a imensa multidão composta por especuladores, investidores, insiders, anónimos, empresas, particulares, experts, etc. etc. com as diversas motivações, nunca se engana.
Sendo as bolsas um espelho da economia real, é na economia real que iremos encontrar as causas do andamento daquelas, no curto médio prazo e não em fenómenos de grandes especuladores ou insiders que nunca terão força suficiente para contrariar as verdadeiras causas, que são económicas, ou fundamentais. Quem manda é a envolvente económica. Não há volta a dar-lhe.
Um abraço.
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