Euro atinge máximos consecutivos e aproxima-se dos 1,24 dólares
O euro atingiu hoje um novo máximo histórico face à divisa norte-americana, aproximando-se agora dos 1,24 dólares, com o mercado a antecipar que a maior economia do mundo não consegue captar investimento estrangeiro, um facto que deverá ser confirmado hoje com a divulgação do défice de conta corrente dos Estados Unidos.
O euro atingiu hoje um novo máximo histórico face à divisa norte-americana, aproximando-se agora dos 1,24 dólares, com o mercado a antecipar que a maior economia do mundo não consegue captar investimento estrangeiro, um facto que deverá ser confirmado hoje com a divulgação do défice de conta corrente dos Estados Unidos.
Depois de ter corrigido ontem na parte da manhã com o efeito da captura de Saddam Hussein, o euro, na parte da tarde fixou um máximo nos 1,2304 dólares, mas hoje já testou novo recorde nos 1,2362 dólares.
Esta valorização é explicada sobretudo com a capacidade dos Estados Unidos de atraírem investimento estrangeiro para financiar o elevado défice de conta corrente do país.
O Governo americano deverá anunciar hoje que o défice de conta corrente dos Estados Unidos, no terceiro trimestre, ficou perto do valor recorde de 138,7 mil milhões de dólares obtido no segundo trimestre, montante que representa 5,1% do Produto Interno Bruto.
O principal facto que explica a apreciação de 18% do euro este ano, são os denominados défices gémeos – o orçamental e o de conta corrente - que provocam um elevado desequilíbrio na economia.
Para financiar o défice de conta corrente – o melhor indicador de comércio e investimento estrangeiro – os Estados Unidos necessitam de atrair cerca de 1,5 mil milhões de dólares por dia do estrangeiro, mas o que acontece é uma diminuição na entrada de capital nos EUA.
Ainda ontem um relatório do Governo de Bush indica que os investidores internacionais adquiriram, em Outubro, cerca de um terço dos títulos norte-americanos comprados, em média, nos cinco meses anteriores. A Zona Euro e o Japão têm um excedente de conta corrente.
O facto de as taxas de juro nos Estados Unidos estarem em 1%, metade do nível da Zona Euro, também explica a pouca apetência para os estrangeiros investirem nos EUA.
Assim, os economistas esperam que a queda do dólar continue nos próximos tempos, apesar de a economia norte-americana estar a ser o principal motor da recuperação económica mundial.
A queda do dólar está a ter um efeito negativo nas Bolsas europeias, que registam hoje desvalorizações em redor de 0,5%.
Euro atinge máximos consecutivos e aproxima-se dos 1,24 dólares
notíCIas_pt
31
16-12-2003 02:51
Disclaimer:
O Clubeinvest.com informa que nenhuma da informação
aqui facultada deverá ser entendida como conselho ou recomendação
de qualquer tipo de transacção ou investimento.