A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) teve acesso a documentos que provam que a venda, por parte da Sonae, de acções da Portucel à Barminf, detida por Alberto Teixeira e Pinto de Sousa – ex-quadros do grupo de Belmiro de Azevedo – não foi feita a custo zero.
A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) teve acesso a documentos que provam que a venda, por parte da Sonae, de acções da Portucel à Barminf, detida por Alberto Teixeira e Pinto de Sousa – ex-quadros do grupo de Belmiro de Azevedo – não foi feita a custo zero.
Segundo adiantou ao Jornal de Negócios fonte oficial da entidade de supervisão, no âmbito das investigações efectuadas, as referidas acções foram alienadas ao preço de 1,3 euros.
O mesmo responsável acrescentou que, de facto, a operação foi registada com o campo do preço preenchido com zeros, mas que tal se justifica por ter sido o intermediário financeiro, o BPI, que desconhecia o montante envolvido no negócio a efectuar o registo obrigatório.
Este facto, noticiado pelo "Expresso", suscitou, aliás, dúvidas à própria CMVM que, por isso, solicitou esclarecimentos adicionais. "As 5.636.764 acções foram vendidas no dia 22 de Outubro, a 1,3 euros", sublinha.
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