Corticeira Amorim e Gescartão entram para o PSI-20 (act2)
A Corticeira Amorim e Gescartão passarão a fazer parte do PSI-20 a partir de 2 de Janeiro de 2004, com o critério da liquidez a determinar as saídas da Ibersol e da Teixeira Duarte, segundo comunicado da Euronext Lisbon. A Corticeira será a 16ª empresa com maior peso no índice, e a empresa de cartão será a última com uma ponderação de 0,15%, segundo uma simulação do Canal de Negócios.
(actualiza com simulação das novas ponderações, à cotação de fecho)
A Corticeira Amorim e Gescartão passarão a fazer parte do PSI-20 a partir de 2 de Janeiro de 2004, com o critério da liquidez a determinar as saídas da Ibersol e da Teixeira Duarte, segundo comunicado da Euronext Lisbon, confirmando a notícia avançada na semana passada pelo Jornal de Negócios.
Na nova lista de espera, anunciada também hoje, constam a Reditus, a Teixeira Duarte, a Efacec, a Inapa e a Ibersol, respectivamente.
A revisão ordinária do PSI-20 é feita duas vezes por ano, em Janeiro e Julho. As alterações hoje anunciadas vão entrar em vigor no primeiro dia útil de bolsa em 2004, ou seja, a 2 de Janeiro.
O PSI-20 é o índice e referência da bolsa nacional, reflectindo a evolução dos preços das 20 emissões de acções de maior dimensão e liquidez seleccionadas do universo das empresas admitidas à negociação no Mercado de Cotações Oficiais.
A capitalização bolsista das emissões que compõe o índice PSI-20 é ajustada pelo «free float», não podendo cada emissão ter uma ponderação superior a 20% nas datas de revisão período da carteira.
Alterações ocorridas em 2003
A empresa de restauração entrou para o índice no início de 2003, na altura, para o lugar da empresa de construção liderada por Pedro Teixeira Duarte, tendo esta última voltado a integrar o PSI-20 aquando da saída da Vodafone Telecel de bolsa. A empresa de telecomunicações móveis saiu do PSI-20 a 4 de Abril, depois da oferta de compras em bolsa por parte da britânica Vodafone ter garantido mais de 90% do capital, permitindo lançar uma oferta pública de aquisição (OPA) potestativa para exclusão de negociação.
Em relação à Gescartão, uma emissão admitida à negociação há menos de seis meses, a entidade responsável pela gestão do índice «poderá determinar um valor transaccionavel comparável». Para o efeito, não foram considerados os negócios realizados nas primeiras 15 sessões de bolsa em que a emissão se encontre admitida à negociação, extrapolando-se o volume remanescente para o período de referência.
A empresa de embalagens de cartão e de «kraft paper» entrou para a bolsa no dia 17 de Julho, com o preço de referência da oferta pública inicial (IPO) fixado nos 6,50 euros. Desde então a empresa acumulou um ganho superior a 15,23%.
Listas de espera
Na última lista de espera publicada pela entidade nacional que gere os mercados, com informação de liquidez dos últimos seis meses até Novembro, as empresas mais bem colocadas para integrarem o PSI-20 eram (por ordem de probabilidade): a Reditus, a Corticeira Amorim, a Gescartão, a Efacec, a Inapa, o Banif, a Sonae Indústria, a Mota Engil, o Grupo Soares da Costa e o Finibanco.
Para a revisão hoje anunciada, a bolsa de valores teve em conta a liquidez média diária (em valor) dos últimos seis meses que antecederam Dezembro, ou seja, até 28 de Novembro. Os dados da «Bloomberg» dizem que a Gescartão, neste período, movimentou por dia 125 mil euros, a Corticeira Amorim 56,8 mil euros, o Banif 49,3 mil euros, a Reditus 46,9 mil euros e a empresa de engenharia e robótica Efacec 37 mil euros.
Critérios de selecção
As emissões elegíveis para poderem integrar o índice são hierarquizadas em função do valor transaccionado, calculado com base na informação estatística mais recente, referente a um período de 6 meses.
Uma emissão passa a integra o PSI-20 desde que: essa emissão tenha atingido ou ultrapassado a décima oitava posição do novo «ranking»; ou tenha ocupado o décimo nono ou vigésimo lugar do novo «ranking», e seja chamada a substituir uma outra que tenha obtido classificação inferior à vigésima segunda posição.
A comissão determina que uma emissão substitui-se da amostra desde que tenha uma classificação inferior ao vigésimo segundo lugar do novo «ranking» ou tenha uma classificação na vigésima primeira ou vigésima segunda posição, mas tenha de dar lugar a outra emissão que, não constando da amostra anterior, tenha ultrapassado ou atingido a décima oitava posição do novo «ranking».
Mercado antecipa entrada da Corticeira com subida de 20%
O mercado antecipou a entrada da Corticeira Amorim no PSI-20, tendo nas últimas cinco sessões de bolsa avançado 19,78% para 1,09 euros, com a valorização percentual mais acentuada registada na segunda-feira, altura em que o papel trepou 7,69%. No decorrer da semana, a empresa de cortiça movimentou um total de 4,7 milhões de títulos, ou seja, 3,52% do seu capital.
Também a Efacec, dada pela imprensa nacional como uma das candidatas a integrar o «benchmark», ficou, na semana, mais cara em 10,94%. A Teixeira Duarte, apesar da saída, amealhou, nos últimos cinco dias, um ganho de 7,79%. A Inapa que integrou a última lista de espera publicada, fechou a semana a apreciar 5,66%.
Fundos que replicam o PSI-20
Os fundos de investimento que procuram replicar o comportamento do PSI-20, tradicionalmente, tendem a vender as acções que vão sair do cabaz e entrar longos nas novas emitentes que passam a fazer parte do índice.
A «Bloomberg», citando dados do Citigroup, diz que o valor dos fundos de investimento que procuram replicar o índice PSI-20, ascende a 187 mil milhões de euros.
Segundo Sérgio Brito, analista da APFIN- Associação Portuguesa das Sociedades Gestoras de Patrimónios e de Fundos de Investimento, em Portugal não existem emitidos fundos de índices (que replicam o PSI-20), embora já exista regulamentação desde 2002.
A mesma fonte avança que existem, no entanto, os fundos de acções e os Planos de Poupança Acções (PPA) que tem o PSI-20 como «benchmark». Ou seja, se houver alterações no PSI-20, estes fundos e planos terão de ajustar as suas carteiras, embora não na proporção exacta.
De acordo como o relatório mensal da APFIN, em Novembro, o valor das aplicações dos fundos de investimento nas acções nacionais ascendia a 206 milhões de euros, enquanto os PPA geriam 338 milhões de euros.
Corticeira Amorim e Gescartão entram para o PSI-20
notíCIas_pt
24
22-12-2003 02:35
Disclaimer:
O Clubeinvest.com informa que nenhuma da informação
aqui facultada deverá ser entendida como conselho ou recomendação
de qualquer tipo de transacção ou investimento.