Há uns anos atrás, quando tudo, mas tudo mesmo, os centros de poder e de decisão, como lhe chamam agora, se começaram a concentrar em Lisboa, em detrimento do resto do país, a preocupação de muitos destes senhores foi praticamente nula ou perto disso.
E isto não é regionalismo barato ou populismo. É o que sentem os jovens que saem das Universidades, por exemplo, por esse país fora e dispõe de menos oportunidades, ou sujeitam-se a ir para a BIG cidade se quiserem um lugar numa instituição de dimensões já consideraveis para o nosso país.
Agora que começou tocar nos lugares desses que procederam a esta concentração "pacifica" de poder/cargos/lugares/tachos em Lisboa, é que começam clamando pelo inimigo e pela deslocalização desses centros de poder.
É certo que estamos a falar da saída de um país para o outro. Mas os efeitos práticos nas pessoas são exactamente os mesmos. E aqueles que mal ficaram pela concentração em Lisboa, pior ficarão. Mas a solução, não é manter tudo em Lisboa. É diversificar, criando oportunidades por todo o país.
A começar pelo Estado. Ponham o Ministério da Agricultura em Chaves, o das Finanças em Coimbra, etc, etc, etc. Criem condições para termos as partes do nosso país fortes, para que o todo que é Portugal seja ele também ainda mais forte.
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