2004 vai ser o ano do Euro, mas ainda não vai ser o ano do Tuga. Esta é a conclusão a que se chega depois de se ter lido o relatório do Banco de Portugal divulgado ontem. A economia portuguesa vai melhorar e espera-se que contrariamente ao ano passado, este ano apresente um crescimento positivo, muito por via do aumento das exportações. Mas o crescimento ainda vai ser frágil e reduzido. A economia portuguesa continua em ajustamento, tanto do lado dos privados como principalmente do sector público. O elevado endividamento dos consumidores e o contínuo aumento do desemprego, ainda não vai permitir que a procura interna cresça em força, e a diminuição das transferências da União Europeia e equilíbrio das contas públicas vai condicionar o consumo público.
Mas a trajectória da economia espera-se que seja ascendente, que a confiança dos consumidores e da indústria, comércio e construção, já tenha batido no fundo em 2003, e que então a economia se vá reforçando, para que em 2005 apresente níveis de crescimento mais fortes, suportados pelo aumento do consumo interno.
Alguns pontos são positivos, espera-se um crescimento da produtividade e um crescimento, ainda que ténue, do investimento empresarial, principalmente no sector exportador. O mercado da habitação, no entanto, deve continuar em regressão mais um ano.
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