Nobel de economia defende que o BCE deve cortar taxa de juro
O Banco Central deve cortar as taxas de juros para limitar os ganhos do euro face ao dólar, que ameaçam a recuperação da economia, disse o Nobel de economia, Joseph Stiglitz, ao «Financial Times».
O Banco Central deve cortar as taxas de juros para limitar os ganhos do euro face ao dólar, que ameaçam a recuperação da economia, disse o Nobel de economia, Joseph Stiglitz, ao «Financial Times».
Um corte nos juros «estabilizaria a taxa de câmbio e ajudaria a economia europeia a lidar com a actual valorização do euro», explicou o Nobel de economia em entrevista ao jornal. A redução de «25 pontos base não seria provavelmente suficiente», continuou.
No entanto, um inquérito da Boomberg a economistas mostrou que estes acham que o Banco Central Europeu vai manter hoje a taxa de juros nos 2%, nível em que ficará pelo menos até ao quarto trimestre.
O Banco Central Europeu vai provavelmente deixar a taxa de juros actual num mínimo de 50 anos, uma vez que os 21% de apreciação do euro face ao dólar no passado ano ameaçam a recuperação da economia.
«A recuperação da zona Euro está a ser claramente ameaçada pela subida do euro», disse Martin Essex, um economista do «Capital Economics» de Londres.
A valorização do euro, torna os bens europeus mais caros fora da Zona Euro. As exportações perfazem um quinto da região dos 12 que partilham o euro, duas vezes mais do que nos Estados Unidos. A confiança dos empresários europeus caiu em Dezembro.
O euro já ganhou quase 17% desde o início de Setembro e atingiu o valor recorde acima dos 1,28 dólares na terça-feira.
O presidente do BCE, Jean-Claude Trichet recusou-se a comentar a mudança da taxa de juros para além de ter dito que deseja «um estável e forte» euro.
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