Greenspan diz que não há crise no dólar e défice de conta corrente dos EUA
Alan Greenspan, presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos disse hoje (ontem) que os Estados Unidos têm a capacidade de financiar o elevado défice de conta corrente com poucas consequências para o sistema financeiro global, afastando o cenário de crise no dólar.
Alan Greenspan, presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos disse hoje que os Estados Unidos têm a capacidade de financiar o elevado défice de conta corrente com poucas consequências para o sistema financeiro global, afastando o cenário de crise no dólar.
Após um encontro com o Gerhard Schoeder o presidente da Fed afirmou que «existe, neste momento, poucas evidências de crise em financiar o défice de conta corrente. Até à data, o aumento para níveis recorde do défice de conta corrente em percentagem do PIB tem tido, com excepção da taxa de câmbio do dólar, poucos efeitos».
O presidente da Fed considerou que «a inflação, melhor sintoma de uma divisa fraca, parece fraca», afastando assim também uma crise no dólar, que desvalorizou 16,7% contra o euro em 2003.
Greenspan desvalorizou a crise do défice de conta corrente dos EUA, que no terceiro trimestre atingiu 135 mil milhões de dólares ou 4,9% do PIB, devido ao crescimento na integração dos mercados financeiros e comerciais.
Alemanha pressiona BCE
Após a mesma reunião o presidente da Alemanha voltou a pressionar o BCE para tomar medidas contra a escalada do euro. «A principal possibilidade de actuar pertence ao BCE, disse Schoeder.
«Tenho muitas esperanças que no BCE, que como sabem é independente, tenham tomado nota das suas responsabilidades específicas para o desenvolvimento das taxas de juro» e da economia europeia, acrescentou
Ernst Welteke, presidente do Bundesbank e membro do Conselho de Governadores do BCE, também falou hoje sobre o euro, afirmando a sua preocupação sobre a ameaça que a valorização da moeda única representa para a recuperação da economia alemã.
«Tememos que a apreciação do euro possa colocar um travão na recuperação» da economia, afirmou Welteke, acrescentando que «estamos a acompanhar de muito perto o impacto directo e indirecto da apreciação do euro».
Os economistas acham pouco provável que o BCE venha a baixar os juros para suster a escalada do euro, mas acreditam que a autoridade monetária possa adiar subidas no preço do dinheiro.
Welteke acrescentou ainda que a economia alemão não terá contraído em 2003, tal como aguardam os economistas, que perspectivam uma quebra de 0,1% no produto interno bruto. O relatório oficial vai ser divulgado quinta-feira.
O euro reagiu em queda às declarações de Greenspan e seguia nos 1,2744 dólares, depois de ter estado a valorizar durante a manhã.
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