Este ano de 2004 vai ser o ano da inversão do ciclo económico: depois da depressão, o produto nacional vai voltar a crescer. Pouco, mas o suficiente para o Governador do Banco de Portugal, em entrevista ao «Público» e à Rádio Renascença, considerar que os portugueses vão consumir mais e as empresas vão aproveitar as suas capacidades para acompanharem a retoma europeia.
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Este ano de 2004 vai ser o ano da inversão do ciclo económico: depois da depressão, o produto nacional vai voltar a crescer. Pouco, mas o suficiente para o Governador do Banco de Portugal, em entrevista ao «Público» e à Rádio Renascença, considerar que os portugueses vão consumir mais e as empresas vão aproveitar as suas capacidades para acompanharem a retoma europeia.
As contas públicas é que continuam sob pressão, exigindo uma consolidação orçamental que apenas se iniciou. Depois de considerar inevitável a contenção salarial na administração pública em 2003 e 2004, Vítor Constâncio considerou que tal contenção não poderá manter-se nos anos seguintes.
”Do ponto de vista económico (2004) vai ser melhor do que os últimos dois anos. Vimos de um período em que tivemos até uma recessão, com uma queda do produto de um por cento, e em 2004 vamos ter algum crescimento. É uma retoma moderada que acompanha, no fundo, a recuperação também moderada da economia europeia, mas é em todo o caso a inversão de um ciclo, o que terá maior expressão em 2005. Em 2004 a economia vai voltar a crescer e os portugueses vão consumir mais”, disse o Governador do Banco de Portugal.
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