Société Générale reduz em 35% estimativas de lucros da PT em 2003
A Société Générale reviu em baixa as estimativas para os lucros da Portugal Telecom (PT) em 2003, dos anteriores 468 milhões de euros para os actuais 303 milhões de euros. A casa francesa diz que a descida do IRC terá um impacto negativo no crédito fiscal de 150 milhões de euros que irão ser reconhecidos na conta de resultados do quarto trimestre.
A Société Générale reviu em baixa as estimativas para os lucros da Portugal Telecom (PT) em 2003, dos anteriores 468 milhões de euros para os actuais 303 milhões de euros. A casa francesa diz que a descida do IRC terá um impacto negativo no crédito fiscal de 150 milhões de euros que irão ser reconhecidos na conta de resultados do quarto trimestre.
A Portugal Telecom (PT) vai apresentar as contas referentes a 2003 a 4 de Março. A analista da Société Générale (SG), Dominique de Bourgknecht, estima que os lucros da PT, no exercício de 2003, tenham ascendido a 303 milhões de euros, um valor 35% abaixo da anterior previsão.
A justificar a revisão em baixa, o banco cita o registo extraordinário na demonstração de resultados que a PT terá de fazer, no último trimestre de 2003, devido a uma carga fiscal (que não implicará saída de "cash") de 150 milhões de euros.
Este valor tem a ver com um ajustamento no crédito fiscal de 900 milhões de euros que a PT gerou por ter transferido a sua participação na TCP para a "joint venture" brasileira. O impacto negativo na conta de resultados está relacionado com a descida do IRC (impostos sobre o rendimento colectivo) de 33% para 27,5%.
Para 2004, a casa de investimento francesa reviu igualmente em baixa as estimativas para os lucros da PT de 578 milhões de euros, para os actuais 456 milhões de euros. O programa de redução de pessoal deverá implicar um custo "acima do inicialmente previsto".
A SG previa que a PT tivesse um custo de 250 milhões de euros em 2004, com o programa de redução de pessoal, elevando agora essa estimativa para 350 milhões de euros, "já que PT espera a redução de pessoal seja acompanhada por um custo mais elevado do que em 2003".
Apesar de Dominique de Bourgknecht esperar um "forte crescimento" nos negócios no Brasil, refere que as metas traçadas pela PT levaram a SG a ter uma postura mais conservadora sobre a evolução do negócios de telefonia fixa, com a pressão dos preços em 2004 a conduzir a um "forte declínio a nível das receitas".
A SG desceu a recomendação da PT de "comprar" para "manter", sugerindo um preço alvo de 9 euros. As acções da PT negociavam em queda de 1,27% para 8,55 euros.
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