Investimento empresarial cresce 1,4% em 2004
O investimento das empresas deverá registar um aumento de 1,4% em 2004, depois de no ano passado a formação bruta de capital fixo (FBCF) ter recuado 21,6%, contra uma leitura inicial de 13,4%, de acordo com o INE.
O investimento das empresas deverá registar um aumento de 1,4% em 2004, depois de no ano passado a formação bruta de capital fixo (FBCF) ter recuado 21,6%, contra uma leitura inicial de 13,4%, de acordo com o inquérito de conjuntura hoje divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
«A primeira previsão para a evolução do investimento das empresas no ano de 2004 aponta para uma recuperação desta variável, dada a taxa de variação prevista, na ordem dos 1,4%», avançou o INE em comunicado hoje emitido.
De acordo com a mesma fonte, os resultado da análise do instituto estatístico oficial português «revelam que ocorreu um agravamento das intenções de investimento do primeiro para o segundo semestre desse ano».
Assim, contra os resultados do inquérito de Abril/Junho de 2003, que se saldaram numa evolução negativa de 13,4%, as estimativas do INE agora encontradas apontam para que o ano passado se registasse «uma quebra de valor da FBCF empresarial de 21,6%».
O agravamento estimado da evolução de 2003 «deve-se, assim, à generalidade dos sectores de actividade económica», ocorrendo as maiores quebras sectoriais na construção (menos 57,1%) e na indústria extractiva (menos 45,1%).
O INE salienta que «ao aumento da capacidade produtiva continua a ser o principal objectivo do investimento», representando 48% do total em 2004 e 46% em 2003.
Para realizar os investimentos previstos as empresa «continuam a recorre principalmente ao auto-financiamento», que deverá preencher 57,3% das suas necessidades em 2004 e representaram 52,9% em 2003.
Para os empresários a «deterioração das perspectivas de venda» e a «rentabilidade dos investimentos» permanecerão como os principais factores limitativos do investimento de 2004, depois de no ano passado terem já sido os responsáveis em 69,7% e 42,4% das respostas dos inquiridos.
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