Se por um lado, os europeus saboreiam alguma vitória por o termo "excess volatility" estar presente no comunicado, já que este termo é utilizado nos comunicados do BCE há algum tempo para definir a sua insatisfação face à rápida valorização do euro, por outro, nada indica que exista um acordo para fazer subir o dólar.
Os norte-americanos estão satisfeitos com a desvalorização do dólar, porque os ajuda do lado exportador e em ano de eleições esse facto é importante, mas os responsáveis financeiros sabem que a desvalorização tem de ser lenta, para não se correr o menor risco de uma fuga precipitada do dólar e uma destabilização financeira. Por isso afirmam que continuarão a monitorizar a situação, indicando que se for necessário intervirão no mercado cambial. Mas para já penso que essa situação não se põe, apenas uma subida acima dos 1,3, criaria alguma apreensão e a possíbilidade de uma intervenção. A questão fica em saber se o mercado quer já testar os limites das autoridades financeiras.
Se as taxas de cambio devem reflectir os fundamentais económicos, então não há razão para o dólar subir, porque como se sabe, existe um desequilíbrio muito acentuado na conta corrente norte-americana, o qual é compensado e estimulado pelo elevado nível de poupança no Japão e China, e também de algum modo pela Europa. Se o "limite" é actualmente de 1,3 no euro/dólar, provavelmente daqui a uns meses será já um valor superior a esse, já que a economia se vai adaptando às novas condições financeiras.
O parágrafo tem também a intenção de pressionar países como a China a deixar a sua moeda evoluir livremente.
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