Gestores de fundos nacionais reforçam aposta nas acções da EDP, PT e Sonae
Os gestores dos Fundos de Investimento portugueses continuam a aumentar os seus investimentos na Euronext Lisbon, tendo, em Janeiro, reforçado a sua aposta nas acções da Electricidade de Portugal, Portugal Telecom e Sonae SGPS, revela um relatório da CMVM.
Os gestores dos Fundos de Investimento portugueses continuam a aumentar os seus investimentos na Euronext Lisbon, tendo, em Janeiro, reforçado a sua aposta nas acções da Electricidade de Portugal, Portugal Telecom e Sonae SGPS, revela um relatório da CMVM.
Segundo os indicadores de síntese sobre a actividade dos Fundos de Investimento Mobiliários (FIM) de Janeiro deste ano, a capitalização média dos FIM subiu 0,7%, tendo o valor total sobre gestão aumentado 0,2% para 22,89 mil milhões de euros.
Os investimentos em Portugal totalizaram 1,681 mil milhões de euros, ou 10,5% do total, menos 2,4% que no mês anterior. O Luxemburgo, com 45,3% e o Reino Unido (16,9%) continuam a ser os destinos preferidos dos FIM portugueses, com Portugal a surgir no terceiro lugar.
Mas no mercado accionista português os gestores dos FIM continuam a aumentar os investimentos, que em Janeiro somaram 640,5 milhões de euros (2,8% do total), ou seja, mais 8,6% que no mês anterior.
As preferências dos FIM continuam a ir para as acções da EDP, que representam 12,8% do total, contra os 12% de Dezembro. Na eléctrica os fundos tinham investimentos de 82 milhões de euros em Janeiro, mais 16,2% que em Dezembro.
A lista das acções preferidas dos FIM nacionais não sofreu alterações até ao oitavo lugar, mas os investimentos foram reforçados em 20,2% na Portugal Telecom, e em 17,4% na Sonae SGPS.
No BCP, que surge em quarto lugar no "ranking", os investimentos baixaram 4,3% para 49,6 milhões de euros.
Nos mercados accionistas da União Europeia os investimentos dos fundos desceram 1,6% para 757,6 milhões de euros (Total Fina, Intesa e Nokia continuam a ser as preferidas), enquanto fora da UE, os investimentos aumentaram 4,7% até aos 564 milhões de euros.
A explicar a descida dos investimentos totais em Portugal está a queda de 31,5% nos valores aplicados na dívida pública portuguesa, e a queda de 3,1% no segmento obrigacionista. As obrigações estrangeiras continuam a representar mais de metade dos investimentos dos FIM.
A AF Investimentos continua a ser a gestora de fundos líder em Portugal, com uma quota de mercado de 22,7%, valor que compara com os 19,5% da Caixagest e os 18,8% do Santander.
Gestores de fundos nacionais reforçam aposta nas acções da EDP, PT e Sonae
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10-02-2004 01:22
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